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O Banco que recusou ficar parado: O dia em que “Seguindo em Frente” deixou de ser marketing para ser destino

Dizer que o sector bancário se resume a números e transacções é ignorar a psicologia que move a economia. As grandes marcas financeiras constroem-se com base na confiança e, acima de tudo, na promessa de um futuro partilhado. Na longa história de comunicação do Standard Bank Group, poucas assinaturas corporativas capturaram tão bem o espírito do seu tempo quanto o icónico “Seguindo em Frente” (Moving Forward). Houve um momento exacto em que esta expressão deixou os cartazes publicitários para se transformar numa filosofia de sobrevivência e liderança.

Lançada globalmente em 2009, a assinatura não foi apenas um golpe de marketing; representou uma resposta estratégica imediata à crise financeira global de 2008. Num período em que o mundo enfrentava a recessão e a desconfiança nas instituições financeiras atingia o pico, o banco recusou estagnar. Escolheu injectar dinamismo, resiliência e optimismo no mercado. A mensagem era clara: independentemente dos obstáculos, a economia africana e os seus cidadãos tinham a capacidade intrínseca de progredir. O slogan funcionou como um compromisso solene de que o banco não deixaria os seus clientes para trás. Que

Ao longo de mais de uma década de vigência (2009–2020), o “Seguindo em Frente” funcionou como uma bússola de internacionalização. Acompanhou a consolidação do grupo como a maior instituição bancária de África e a sua expansão em mercados fundamentais. Mais do que uma promessa para o cliente, tornou-se um mantra interno que acelerou a transformação digital e a desmaterialização dos serviços numa África que saltava etapas tecnológicas a pés juntos. Passou a ser o destino inevitável de uma estrutura que se recusava a ser estática.A beleza de uma grande assinatura de marca reside na sua capacidade de evoluir quando o mundo muda. Em 2020, o Standard Bank deu lugar ao slogan “It Can Be” (Pode Ser) e, mais recentemente, à narrativa focada no mote “Keep Growing” (Continuar a Crescer). Contudo, esta transição não invalida o passado; pelo contrário, complementa-o. Só é possível “continuar a crescer” porque, algures lá atrás, decidimos colectivamente “seguir em frente”.

Olhando para trás, o “Seguindo em Frente” permanece como o pilar emocional que moldou a percepção moderna do banco: um parceiro de jornada que entende que o verdadeiro valor do dinheiro não está no que ele acumula, mas sim no movimento e no progresso que ele é capaz de gerar para o continente. Ficou provado que, para esta instituição, avançar nunca foi uma opção de publicidade, mas sim o seu verdadeiro destino.

Foto: Luís Teles- Presidente Executivo do Standard Bank Angola

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