Mercados Financeiros

Dangote quer levar refinaria à bolsa de Nova Iorque até 2030

Aliko Dangote, presidente do Grupo Dangote Industries e o homem mais rico de África

O magnata nigeriano Aliko Dangote está a olhar para além da Nigéria na próxima fase de expansão da sua refinaria, admitindo avançar para uma cotação em bolsa nos Estados Unidos num horizonte de quatro anos.

A eventual listagem secundária em solo norte-americano surge na sequência da oferta pública inicial (IPO) da refinaria em Lagos, esta semana, avaliada em 1,6 mil milhões de dólares — a maior operação deste tipo já realizada em África.

O calendário previsto coincide com os planos de expansão da refinaria Dangote, que deverá atingir uma capacidade de processamento de 1,4 milhões de barris por dia até ao início de 2029, tornando-se assim na maior do mundo. Bruce Tanner, director financeiro (CFO) da empresa, confirmou à Semafor que, após o aumento da produção, o grupo estará “definitivamente” a estudar listagens secundárias internacionais.

Um plano anterior, que previa uma oferta pública conjunta a nível pan-africano, acabou por se revelar inviável, devido às diferenças nos requisitos regulatórios e nos calendários entre os diversos mercados do continente.

Uma cotação nos Estados Unidos daria à Dangote acesso a capital institucional mais profundo e a maior liquidez em dólares — factores particularmente relevantes para uma empresa com ambições de escala global. Ainda assim, a experiência de outras empresas africanas nas bolsas norte-americanas tem sido irregular, com resultados que nem sempre corresponderam às expectativas iniciais.

A concretizar-se, a entrada em bolsa nos EUA representaria mais um marco na trajectória de Dangote, que já detém o título de homem mais rico de África e tem procurado consolidar o seu império empresarial para além das fronteiras nigerianas.

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