O potencial de Angola é amplamente reconhecido. É consensual que o país possui enormes oportunidades.
O verdadeiro desafio dos próximos anos será transformar esse potencial em valor económico e em resultados concretos que se traduzam no verdadeiro impacto para o país.
É o principal desafio da actual geração.
O Estado tem feito um esforço assinalável na criação de diversas iniciativas, programas e projectos estruturantes. Contudo o investimento, transferência de meios ou injectar capital não bastam por si só.
É cada vez imprescindível contar com gestores capacitados e comprometidos com o desenvolvimento nacional – profissionais que aliem visão estratégica, experiência técnica e, acima de tudo, ética, para transformar estas iniciativas junto com os recursos do Estado em projectos rentáveis, tanto no sector público como no privado. Só assim se gera impacto real: mais emprego, mais competitividade, mais confiança institucional.
Os próximos 1-2 anos serão críticos para a economia nacional. A liderança executiva é hoje um factor decisivo num contexto global cada vez mais competitivo e essa liderança só se constrói com angolanos capazes, preparados e comprometidos com o desenvolvimento do país.
A aceleração da diversificação da economia só será alcançada com gestores qualificados que possuam, na prática, capacidade técnica de desenvolver organizações e gerar resultados positivos mensuráveis, com impacto directo no desempenho financeiro – seja em sectores como a energia, a agricultura, serviços financeiros, a indústria transformadora ou turismo.
É esse valor efetivo, e não apenas o investimento em si, que contribui verdadeiramente para economia nacional.
Angola tem o potencial. O que falta agora é garantir a execução esta nas mãos certas.
Por: Júlio Abrantes- Gestor Executivo e consultor de negócios