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Quatro embaixadas celebraram em Camberra o Dia Mundial da Língua Portuguesa

Angola, Brasil, Portugal e Timor-Leste reuniram o corpo diplomático australiano para assinalar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, pela primeira vez com a Austrália como membro observador do CPLP. 

A Embaixada do Brasil em Camberra foi palco esta terça-feira de uma recepção oficial conjunta das embaixadas de Angola, Brasil, Portugal e Timor-Leste para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data tem uma dupla relevância este ano: é o sexto aniversário da oficialização do dia pela UNESCO, em 2020, e antecede por pouco os 30 anos da CPLP, que serão celebrados a 17 de Julho.

Mas o elemento verdadeiramente novo está do lado australiano. Esta é a primeira celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa com a Austrália já na condição de Observador Associado da CPLP — estatuto aprovado a 18 de Julho de 2025, na XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada em Bissau. A candidatura australiana tinha sido apresentada a 8 de Abril de 2022, durante a presidência pro tempore de Angola na organização.

Uma língua que cresce no hemisfério sul

O embaixador de Angola em Camberra, António Luvualu de Carvalho, um dos quatro co-anfitriões da noite — a par de Fred Arruda (Brasil), Carla Lourenço Saragoça (Portugal) e Inês Maria de Almeida (Timor-Leste) —, sublinhou a projecção global do português com números concretos: Angola é hoje o segundo país do mundo com maior número de falantes de língua portuguesa, com 36,6 milhões, superada apenas pelo Brasil, com 215 milhões. Moçambique segue com 33 milhões e Portugal com cerca de 11 milhões.

A trajectória de crescimento aponta para África como o grande motor do futuro da língua: estima-se que em 2050 o continente africano tenha sozinho 83 milhões de falantes de português — um número que transformará definitivamente o centro de gravidade da língua para o hemisfério sul.

Com nove Estados-membros presentes em praticamente todos os continentes — Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste —, a CPLP é das poucas organizações internacionais com presença verdadeiramente global, o que confere ao português um alcance diplomático e cultural que poucas línguas têm.

Uma noite entre diplomatas e música

A recepção reuniu autoridades australianas, membros do corpo diplomático acreditado em Camberra, académicos, representantes da sociedade civil e cidadãos dos países da CPLP residentes na Austrália. A Secretária Executiva da CPLP, embaixadora Maria de Fátima Jardim, fez-se presente através de uma mensagem em vídeo. A noite terminou com um concerto do pianista português Gerardo Rodrigues.

Para o embaixador angolano, a presença de comunidades lusófonas significativas na Austrália é uma oportunidade concreta: com as autoridades locais, podem ser desenvolvidas iniciativas para difundir e preservar o português como património comum — agora com um enquadramento institucional que, até há menos de um ano, não existia.

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