O preço do petróleo subiu hoje, segunda-feira, dia 14, nos mercados internacionais, com o Brent a ultrapassar os 107 dólares por barril, perante o agravamento das tensões no Médio Oriente e os receios de novas perturbações no abastecimento mundial.
O Brent, referência para a Europa, chegou aos 107,81 dólares por barril, enquanto o norte-americano WTI avançou para cerca de 102,94 dólares.
A subida ocorre depois de ataques contra infra-estruturas petrolíferas na Arábia Saudita, que levaram à suspensão temporária de operações num importante oleoduto que permite transportar petróleo para o Mar Vermelho, evitando o Estreito de Ormuz.
Os mercados acompanham igualmente a evolução da situação no próprio Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, duas zonas estratégicas para o transporte mundial de petróleo. Os riscos de segurança têm provocado desvios de navios e um aumento significativo dos custos de transporte e dos seguros.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), os stocks mundiais de petróleo diminuíram mais de 95 milhões de barris em Agosto, elevando para cerca de 507 milhões de barris a redução acumulada desde Fevereiro.
A organização prevê que a produção mundial de petróleo diminua 5,7 milhões de barris por dia em 2026, para uma média de 100,7 milhões de barris diários. A procura deverá também recuar, cerca de 2,5 milhões de barris por dia, reflectindo o impacto dos preços elevados e da perturbação económica.
A evolução dos preços dependerá agora sobretudo da duração das interrupções de produção e da normalização das principais rotas de transporte. Uma crise prolongada poderá manter o Brent acima dos 100 dólares, enquanto uma recuperação da produção e do comércio marítimo poderá aliviar a pressão sobre os preços.
O petróleo continua, assim, a ser condicionado por dois factores opostos: uma restrição imediata da oferta devido à crise no Médio Oriente e a perspectiva de recuperação da produção mundial a partir de 2027.