Desporto

FIFA reafirma apoio a Infantino após este ter abandonadoplano polémico

A liderança da FIFA reafirmou o seu “total apoio” ao presidente Gianni Infantino, poucos dias depois de este ter sido forçado a abandonar um plano para vender parte dos direitos comerciais do Campeonato do Mundo, uma iniciativa que desencadeou uma rara revolta no seio do organismo que rege o futebol mundial, contando sobretudo com uma oposição feroz da EUFA.

A declaração foi feita na sequência de uma reunião de crise realizada na ontem, quarta-feira, dia 5, em Rabat, Marrocos, convocada após a crescente pressão da UEFA e de outras confederações, que ameaçava comprometer a esperada reeleição de Infantino para um quarto mandato no Congresso da FIFA, marcado para Março.

Infantino retribuiu o apoio manifestado a Mattias Grafström, secretário-geral da FIFA, e à administração do organismo.

Responsáveis da FIFA reconheceram que “foram cometidos erros” relativamente à proposta, entretanto retirada, da FIFA Forward Enterprise, que previa a venda de uma participação de 20% numa nova entidade responsável pelos direitos comerciais a investidores privados, com o objectivo de angariar 4,2 mil milhões de dólares. O projecto envolvia ainda uma empresa com ligações familiares ao Presidente norte-americano Donald Trump.

A FIFA informou que apresentou um pedido de desculpas, através de uma carta separada dirigida ao seu conselho de gestão e às associações-membro, acrescentando que será realizada uma revisão do processo, seguida da divulgação de um relatório. A organização sublinhou ainda que “já não tolerará quaisquer ataques à sua integridade” e que tomará “todas as medidas necessárias” para defender a sua reputação.

A UEFA afirmou ter perdido a confiança na liderança de Infantino e enviou à FIFA uma “carta de preservação de documentos”. O conselheiro sénior de Infantino, Carlos Cordeiro, demitiu-se em sinal de protesto, enquanto o antigo treinador do Arsenal, Arsène Wenger, também se distanciou da proposta.

Segundo o jornal britânico ‘The Times’, a UEFA, a CONCACAF e a Confederação Asiática de Futebol estariam preparadas para paralisar a FIFA ou criar competições rivais caso Infantino não abandonasse o cargo. Em contrapartida, algumas federações, entre as quais o Qatar e várias associações africanas, manifestaram publicamente o seu apoio ao presidente da FIFA.

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