A lenda da música country Dolly Parton morreu na terça-feira, em Nashville, no estado norte-americano do Tennessee, aos 80 anos, anunciou a sua família. A equipa da artista confirmou a morte e revelou que a estrela travou uma breve batalha contra o cancro, tendo falecido rodeada dos seus entes queridos. A notícia foi divulgada num vídeo publicado no Instagram de Parton pelo seu sobrinho, Brian Seaver.
Um comunicado da família descreveu a vida da artista como “uma vida de strass que brilhou o suficiente para o mundo ver”, acrescentando que Dolly “morreu em paz” na Nashville, a 25 de Agosto de 2026. Numa declaração posterior, o agente de imprensa de Parton, Marcel Pariseau, confirmou que a causa da morte foi uma breve batalha contra o cancro.
A carreira da artista, que se estendeu por sete décadas, apenas cresceu em relevância ao longo do tempo. Começou por ser uma estrela da música country e tornou-se uma das embaixadoras mais reconhecidas e universalmente adoradas dessa cena para a cultura popular em geral. Autora de êxitos como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”, Parton vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo, consolidando-se como uma das artistas mais vendidas de sempre, e marcou também presença em Hollywood, com participações em filmes como “9 to 5” e “Steel Magnolias”.
Para além da música, foi uma filantropa dedicada: criou a Imagination Library, um programa que envia um livro por mês a crianças, desde o nascimento até aos 5 anos, além de ter feito uma doação de um milhão de dólares ao Vanderbilt University Medical Center para acelerar o desenvolvimento da vacina Moderna contra a Covid-19.
Trump ordena bandeiras a meia-haste
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prestou homenagem à cantora através da rede social Truth Social. “Muito triste anunciar que Dolly Parton, uma das maiores cantoras de Country, e muito além disso, de sempre, acabou de falecer. Esta é uma verdadeira perda para milhões de pessoas. Nunca houve ninguém como ela, e nunca haverá”, escreveu o Presidente.
Trump anunciou ainda que, em sua honra, as bandeiras dos Estados Unidos serão hasteadas a meia-haste em todo o país durante uma semana, com início às 18h00 de terça-feira. “Descansa em paz, Dolly! O mundo ama-te”, concluiu.
Tributos de ambos os lados do espectro político
Figuras de ambos os lados do espectro político prestaram homenagem à artista, incluindo o governador democrata do Kentucky, Andy Beshear, a representante republicana Diana Harshbarger, do Tennessee, o governador republicano do Tennessee, Bill Lee, e várias agências federais. Ao longo da sua carreira de mais de 60 anos, Parton evitou tomar posições políticas explícitas, dizendo preferir unir as pessoas através da sua música e filantropia.
Dolly Parton deixa um legado descrito pela sua família como “de amor, compaixão e resiliência”, e será recordada como uma das figuras mais queridas e influentes da música norte-americana.