Na reunião ministerial do Fórum dos Países Exportadores de Gás, Diamantino Azevedo pediu mais cooperação entre produtores perante as novas regras internacionais sobre emissões de metano. E apresentou a aposta angolana: gás não associado e uma fábrica de amónia e ureia.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu na segunda-feira, em Moscovo, o reforço da cooperação entre os Estados-membros do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF) para responder aos desafios do sector, promover a sustentabilidade energética e impulsionar o desenvolvimento industrial.
Na 28.ª Reunião Ministerial do fórum, o governante considerou que o encontro decorre num contexto de forte pressão sobre as fontes tradicionais de energia, em particular o gás natural, o que exige uma actuação conjunta, estratégica e inovadora dos países produtores. A cooperação, defendeu, deve ajudar a encontrar soluções sustentáveis para o desenvolvimento dos recursos de gás, combater a pobreza energética e reforçar a soberania alimentar dos países.
Diamantino Azevedo alertou para as novas exigências internacionais de medição, monitorização, reporte e verificação das emissões de metano, que poderão afectar o acesso aos mercados, a comercialização e a competitividade do gás natural. Para o ministro, as novas regras devem ser vistas também como uma oportunidade para tornar a indústria mais eficiente e sustentável, através da partilha de conhecimentos e da adopção das melhores práticas entre os Estados-membros.
No plano interno, o ministro lembrou que Angola iniciou a produção de gás não associado, isto é, extraído de jazidas próprias e não como subproduto do petróleo, e está a desenvolver projectos para aproveitar este recurso na indústria. Entre eles destacou a construção de uma fábrica de amónia e ureia, matérias-primas dos fertilizantes, que deverá garantir a auto-suficiência nacional e abrir caminho às exportações.
A aposta insere-se na estratégia de diversificação da economia, que procura aumentar a transformação local dos recursos naturais, criar novas actividadesindustriais e reduzir a dependência das importações. Diamantino Azevedo reiterou a disponibilidade de Angola para trabalhar com os outros membros do fórum na construção de um mercado global de gás “mais resiliente, equilibrado e sustentável”.