O Governo inaugura, nesta terça-feira, o primeiro Data Center e Cloud Nacional, uma infraestrutura estratégica para o armazenamento e processamento de dados do Estado, que representou um investimento de quase 90 milhões de dólares. O projecto foi apresentado publicamente em Fevereiro de 2023 pelo ministro das Telecomunicações, Mário Oliveira.
De acordo com um comunicado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, a cerimónia será presidida pelo Presidente da República, João Lourenço.
Localizada no Camama, em Luanda, a infraestrutura conta com 208 ‘racks’ — estruturas físicas que alojam servidores e equipamentos de rede — e tem capacidade para suportar até 13.000 servidores virtuais (vCPU). O projecto visa garantir o armazenamento seguro de dados governamentais e a hospedagem de sistemas informáticos públicos.
Está igualmente prevista a migração das aplicações já existentes e a disponibilização de mais de 80 serviços governamentais na nova plataforma digital.
O edifício, composto por dois andares pré-fabricados de centros de dados modulares, ocupa uma área de 860 metros quadrados e integra uma rede de fibra óptica com capacidade de 50 gigabytes por segundo. Esta rede permitirá interligar todos os ministérios e a Assembleia Nacional, facilitando a implementação de escritórios inteligentes e a unificação de dados da administração pública.
Além de servir o Estado, a infraestrutura prevê também a disponibilização de serviços tecnológicos a empresas privadas, nacionais e estrangeiras.
Segundo o executivo, o projecto tem como objectivo reforçar a soberania digital de Angola, reduzindo a dependência de infraestruturas externas de armazenamento de dados, e acelerar a transformação digital em sectores-chave como a saúde, educação, segurança e economia.
O investimento incluiu não apenas a construção da infraestrutura, mas também a formação de técnicos especializados e a integração dos serviços governamentais numa plataforma de nuvem partilhada.
O Data Center e Cloud Nacional resulta de um Memorando de Entendimento assinado em Dezembro de 2021 entre os governos de Angola e dos Emirados Árabes Unidos, envolvendo o MinTICS e a multinacional Presight.