Termina hoje, sexta-feira, dia 25, às 15h00, o período de subscrição da Oferta Pública de Venda (OPV) de 34% do capital do Standard Bank Angola, uma operação através da qual o Estado angolano procura dispersar parte da sua participação no banco e aprofundar o mercado de capitais nacional.
A operação envolve 4,76 milhões de acções, colocadas à venda pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), em representação do Estado. Do total, 3,36 milhões de acções, equivalentes a 24% do capital, estão reservadas ao accionista de referência Standard Bank Group Limited (SBGL), enquanto 1,4 milhões de acções, correspondentes a 10% do capital, são destinadas ao público em geral.
Para os investidores particulares e institucionais abrangidos pela tranche destinada ao público, o preço das acções foi estabelecido num intervalo entre 41.220 e 50.000 kwanzas por título.
O preço definitivo será determinado depois do encerramento da oferta, em função das ordens de compra recebidas. Cada investidor do público em geral pode apresentar uma ordem para um mínimo de uma acção, estando disponíveis até 1.399.999 acções por ordem.
A operação poderá representar um encaixe bruto para o Estado entre aproximadamente 196,2 mil milhões de kwanzas, caso todas as acções sejam colocadas ao preço mínimo, e 238 mil milhões de kwanzas, se forem vendidas ao preço máximo.
Primeira entrada do Standard Bank na bolsa
Mais do que uma operação de alienação de activos do Estado, a OPV representa a entrada do Standard Bank Angola no mercado de capitais, com a admissão das suas acções à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) prevista para 30 de Setembro. A liquidação física e financeira deverá ocorrer a 29 de Setembro.
A operação está enquadrada no Programa de Privatizações (PROPRIV) e contribui para aumentar a participação de investidores privados no capital de uma instituição bancária de grande dimensão, ao mesmo tempo que amplia o número de empresas com acções negociadas no mercado bolsista angolano.
A tranche destinada ao público é particularmente relevante para a dispersão accionista. Os 1,4 milhões de títulos correspondem a 10% do capital social do banco, permitindo que investidores particulares e entidades constituídas em Angola ou no exterior possam participar na operação, segundo as condições estabelecidas no prospecto.
A subscrição pode ser efectuada através dos agentes de intermediação autorizados, entre os quais a Standard Invest, Áurea, BFA Capital Markets, Distribuidora Valor, Eaglestone, Hemera Capital Partners Securities e Inovadora Capital.
Próximas etapas
Com o encerramento da subscrição hoje, o processo entra numa segunda fase. O preço final deverá ser apurado a 28 de Setembro, seguindo-se a liquidação das operações no dia 29 e a prevista admissão das acções à negociação na BODIVA no dia 30.
A operação constitui, assim, mais um passo na expansão do mercado accionista angolano, ao colocar em negociação uma instituição bancária e ao permitir ao Estado reduzir a sua participação directa no capital, através de uma operação realizada no mercado de capitais.