Internacional

Sánchez comparece no Congresso para prestar contas sobre corrupção e não esclarece nada

Pedro Sánchez subiu à tribuna do Congresso dos Deputados esta semana para aquilo que apresentou como uma prestação de contas sobre “a situação política relacionada com as últimas investigações judiciais”. Saiu sem ter respondido a nenhuma das questões essenciais.

Em vez de assumir responsabilidades políticas pelos escândalos que rodeiam o seu partido e o seu Governo, o presidente espanhol optou pela reivindicação, pela vitimização e pelo contra-ataque.

Sánchez dedicou a maior parte da sua intervenção às corrupções que afectam ou afectaram o PP, o principal partido da oposição, evitando desenvolver qualquer explicação sobre as investigações que envolvem o PSOE e membros do seu próprio Governo. A estratégia de defesa assentou num argumento recorrente: a oposição constrói uma “teia judicial” para “confundir” os cidadãos e alimentar a sensação de que “todos somos iguais” — uma “cortina de fumo”, nas suas palavras, para “distorcer a realidade”.

O primeiro-ministro espanhol encerrou com um recado claro a quem esperava sinais de recuo: “Como é que não havemos de continuar?” A Moncloa considera que este tipo de debate lhe é favorável quando enquadrado como uma questão de modelo de resposta à corrupção, permitindo a confrontação com o PP e evitando o terreno das explicações concretas.

Ábalos: a única referência directa

A única menção substantiva a um caso que envolve directamente o seu executivo foi a do ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos, condenado a 24 anos de prisão. Sánchez classificou-o como “um caso flagrante” que afecta “pessoas concretas” que aproveitaram o seu poder e influência no Governo “para ganhar dinheiro”. Foi a primeira e única reacção pública do presidente ao caso desde que a sentença foi conhecida.

Os restantes escândalos que rodeiam o PSOE e membros do Governo ficaram sem resposta. O debate aconteceu, a prestação de contas, não.

 

Relacionadas

Sismo na Venezuela faz pelo menos 164 mortos e quase

Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas na

Parlamento chumba debate de urgência sobre impacto dos combustíveis

A Assembleia nacional rejeitou nesta quinta-feira, 25 de Julho, o

Banca distribui 474,3 mil milhões Kzem dividendos, mais 40% do

Dez dos 21 bancos a operar no mercado financeiro angolano