Internacional

Petróleo sobe cerca de 1% após novos ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo estão a subir cerca de 1% esta manhã, depois de uma série de novos ataques a navios no Estreito de Ormuz ter colocado em evidência os riscos persistentes em torno da navegação nesta via marítima. A publicação online Axios noticiou que o Irão terá disparado, pelo menos, dois mísseis contra embarcações que atravessavam esta artéria do comércio global, citando um representante norte-americano.

Esta manhã, o Brent — de referência para a Angola — está a valorizar 1,30% para 72,91 dólares por barril, conseguindo manter-se ligeiramente abaixo dos níveis pré-guerra. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) — de referência para os EUA — sobe 1,31% para 69,44 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão dispara 4,31% para 46,24 euros por megawatt-hora.

Entre as embarcações atacadas está um navio de transporte de gás natural liquefeito, o Al Rekayyat, atingido por um projétil perto da costa de Omã, diz a Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto. O Serviço de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido também alertou as embarcações britânicas sobre um ataque, embora não tenha identificado que outros navios poderão ter sido atingidos.

“Os recentes ataques a navios no Golfo Pérsico evidenciam que ainda estamos longe da normalização”, explica Warren Patterson, responsável por matérias-primas do ING Groep, à agência de notícias financeira. “Uma resposta moderada por parte dos EUA poderá oferecer algum apoio a curto prazo ao petróleo, mas, tendo em conta o sentimento de baixa e a fraqueza do mercado físico, qualquer recuperação será provavelmente de curta duração”, acrescenta.

O memorando de entendimento assinado entre EUA e Irão, que encetou um período de 60 dias de negociações entre as duas partes para alcançar uma paz definitiva, permitiu que o Estreito de Ormuz reabrisse e o petróleo voltasse a fluir por esta via navegável — por onde passa um quinto de todo o crude e gás natural consumidos pelo mundo. No entanto, os fluxos ainda não normalizaram e os mais recentes ataques são um obstáculo à retoma dos níveis pré-guerra.

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