Mercados Financeiros

Petróleo cai pela terceira semana consecutiva apesar de ataque a navio em Ormuz

Os preços do petróleo continuam em queda e caminham para uma nova desvalorização semanal, mesmo com um ataque a um navio no estreito de Ormuz a reavivar preocupações quanto à segurança da via marítima.

O Brent — referência para a Europa — cede 1,86%, para os 73,86 dólares por barril. O West Texas Intermediate (WTI) — referência para os EUA — cai 1,95%, para os 70,52 dólares. Ambos os preços de referência tinham subido mais de 2% na sessão anterior — o primeiro aumento desta semana — depois de o navio porta-contentores Ever Lovely ter sido atingido por um projéctil desconhecido enquanto navegava a sudeste de Omã.

Os navios tinham vindo a transitar abertamente pelo estreito na sequência dos primeiros progressos rumo a um acordo para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irão, contribuindo para aumentar a oferta no mercado global. Ainda assim, mesmo com as negociações entre Washington e Teerão a prolongarem-se em torno da política nuclear, os futuros do petróleo têm vindo a descer rapidamente e estão a caminho da terceira perda semanal consecutiva.

Um responsável da Casa Branca afirmou ser demasiado cedo para identificar os autores do ataque, acrescentando, citado pela Bloomberg, que não houve vítimas mortais nem danos ambientais e que a embarcação conseguiu continuar a navegar. Um outro responsável dos EUA disse à AP que o incidente foi causado por um drone iraniano operado pela Guarda Revolucionária.

O ataque abalou a frágil confiança dos armadores e das tripulações, embora os petroleiros continuem a transitar pelo estreito nesta sexta-feira. Alguns deram meia-volta na madrugada de quinta-feira, após terem alegadamente recebido avisos da Marinha iraniana, enquanto a Organização Marítima Internacional anunciou a suspensão das suas operações de evacuação no estreito de Ormuz.

Ao final do dia de ontem, Donald Trump voltou a afirmar que o estreito estava aberto. O Presidente dos EUA fez estas declarações na Casa Branca, onde referiu também que o Irão iria comprar produtos agrícolas norte-americanos com dinheiro proveniente de activos descongelados — afirmação contestada por Teerão.

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