Mercados Financeiros

Parlamento chumba debate de urgência sobre impacto dos combustíveis

A Assembleia nacional rejeitou nesta quinta-feira, 25 de Julho, o debate de urgência proposto pela UNITA sobre o impacto do aumento do preço do petróleo no Orçamento 2026 e na vida das famílias angolanas, bem como sobre a escassez de combustíveis no país.

O requerimento do maior partido da oposição foi chumbado em plenário com 78 votos contra, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, poder) e do Partido Humanista de Angola, e 63 votos a favor, da UNITA, do Partido de Renovação Social (PRS) e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

A UNITA estimou, no início de junho, que o Governo beneficiou de ganhos petrolíferos brutos adicionais superiores a 10 mil milhões de dólares entre 2024 e 2026. Em receitas fiscais adicionais, os ganhos extraordinários acumulados entre 2024 e 1 de junho deste ano variaram entre 2,3 e 4 mil milhões de dólares, “associados directa ou indirectamente à valorização impulsionada pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente”, disse a deputada Albertina Ngolo.

A presidente do grupo parlamentar da UNITA sublinhou que estes números “demonstram que Angola está a beneficiar de um dos maiores ciclos de ganhos petrolíferos extraordinários desde o período pós-pandemia” — mas alertou que o país continua “excessivamente dependente dos choques externos” para equilibrar as contas públicas.

 

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