O ouro negoceia em queda esta terça-feira, depois de ter disparado para um máximo histórico na sessão de segunda-feira, num contexto de crescente nervosismo dos mercados em torno da independência da Reserva Federal (Fed), após o Departamento de Justiça dos EUA ter ameaçado o presidente do banco central, Jerome Powell, com uma acusação criminal.
O metal amarelo desce 0,21% para 4.587,73 dólares por onça, depois de ter valorizado cerca de 2% na sessão anterior, quando Powell afirmou que a possível acusação integra um conjunto de tentativas de pressão política sobre o banco central. O mais recente ataque à Fed reavivou a estratégia conhecida como “vender a América”, com o dólar a perder terreno e as obrigações do Tesouro norte-americano a serem vendidas ao longo de toda a curva.
A investigação do Departamento de Justiça a Jerome Powell levou inclusivamente membros do Partido Republicano, bem como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a alertarem o Presidente Donald Trump de que uma eventual acusação poderia ter efeitos negativos significativos nos mercados financeiros.
Em sentido contrário ao ouro, a prata avança 0,74% para 85,74 dólares por onça.
O Citigroup prevê que o ouro possa atingir 5.000 dólares por onça e a prata 100 dólares por onça nos próximos três meses. “Esperamos que o mercado em alta se mantenha no curto prazo”, escreveram os analistas do Citi numa nota citada pela Bloomberg. Entre os restantes metais preciosos, a platina recua 0,81% para 2.324,54 dólares por onça, enquanto o paládio afunda 2,07% para 1.819,60 dólares por onça.