Internacional

EUA reduzem postos de visto em África de 50 para 20. Luanda mantém-se na lista

Os Estados Unidos vão concentrar o processamento de vistos em África em apenas 20 postos consulares, menos de metade dos actuais. Angola fica entre os centros preservados, o que significa que os pedidos continuarão a ser tratados em Luanda.

Os Estados Unidos vão reduzir de cerca de 50 para 20 os postos consulares em África autorizados a processar pedidos de visto, numa reorganização que deverá entrar em vigor nas próximas semanas. Angola permanece na lista dos centros mantidos, ao lado de capitais como Acra, Dacar, Joanesburgo, Lagos, Nairobi e Praia, segundo informações citadas pela Associated Press.

Nos postos que deixam de processar vistos, os serviços consulares ficam limitados, obrigando muitos requerentes a deslocarem-se a outros países para tratar da documentação. Para os angolanos, a embaixada dos EUA em Luanda continua operacional e a emitir vistos.

A mudança não equivale a uma proibição. Em junho de 2025, um responsável do Departamento de Estado afirmou que “não há proibição de vistos” para países africanos, esclarecendo que os ajustes incidem sobretudo na duração de alguns vistos e em medidas dirigidas a casos de permanência irregular — sem impacto para quem utiliza o visto dentro das condições concedidas.

Para Angola, a reorganização representa mais centralização administrativa do que uma restrição efectiva, embora possam surgir alterações nos procedimentos consulares e nos tempos de espera nas próximas semanas. Não estão ainda disponíveis detalhes finais sobre o impacto nas diferentes categorias de visto ou na capacidade de atendimento em Luanda.

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