Negócios

Multimilionário tanzaniano Mohammed Dewji disposto a investir 100 milhões USD na refinaria de Dangote no Quénia

Mohammed Dewji, presidente do grupo MeTL, manifestou-se disposto a investir 100 milhões de dólares na refinaria de petróleo que o industrial nigeriano Aliko Dangote pretende construir no Quénia, avaliada em cerca de 17 mil milhões de dólares e apontada como uma das maiores unidades de refinação da África Oriental.

O projecto, que deverá localizar-se em Lamu, na costa queniana, e demorar cerca de cinco anos a concluir, integra a estratégia de Dangote para expandir os seus investimentos energéticos pelo continente, depois do arranque bem-sucedido da Refinaria Dangote, na Nigéria — actualmente a maior de África. Curiosamente, a unidade tinha sido inicialmente projectada para Tanga, no norte da Tanzânia, antes de Dangote decidir transferir o projecto para o Quénia.

Em declarações à imprensa, Dewji afirmou estar pronto a participar neste projecto de referência, descrevendo-o como uma oportunidade para reforçar a segurança energética regional e acelerar o desenvolvimento industrial na África Oriental. O empresário tanzaniano admitiu, no entanto, que preferiria ver a refinaria erguida no seu próprio país. “Inclinar-me-ia mais para a Tanzânia do que para o Quénia”, disse, acrescentando que tenciona ainda assim abordar Dangote sobre o investimento — as conversações entre os dois bilionários ainda não arrancaram, mas Dewji diz esperar uma resposta receptiva.

Segundo os promotores, caso se concretize, a refinaria deverá reduzir a dependência da região face às importações de produtos petrolíferos, criar milhares de postos de trabalho e impulsionar o crescimento económico em toda a África Oriental. O projecto está ainda em fase de planeamento, prevendo-se que o financiamento resulte de uma combinação de fundos próprios, emissão de obrigações e uma futura oferta pública de acções.

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