A fábrica da Angola LNG (ALNG), localizada no município do Soyo, província do Zaire, reduziu a produção e o carregamento mensal de gás natural liquefeito em cerca de 80%, por um período de 32 dias, na sequência do início, esta semana, de uma paragem geral programada no âmbito do seu plano periódico de manutenção alargada (TAR), anunciou a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
Segundo a ANPG, o corte na produção decorre da articulação com as campanhas de manutenção do Complexo Sanha e da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) do Sanha, na Área B do offshore de Cabinda, onde se estima uma baixa na produção de petróleo de 48.996 barris por dia (BOPD).
Quanto aos compromissos contratuais da ALNG no mercado internacional, a ANPG afirmou que tem estado a trabalhar para encontrar soluções que garantam o cumprimento pontual das obrigações contratuais, uma vez que a retoma da produção ocorrerá de forma faseada, só depois de concluídos os trabalhos.
A intervenção integra as práticas regulares de manutenção e integridade das instalações, com o objectivo de assegurar a continuidade segura das operações, preservar a fiabilidade dos equipamentos e elevar os níveis de desempenho e eficiência da fábrica. A Concessionária Nacional garante que as actividades decorrerão dentro do rigor técnico e em estreita observância das normas de segurança, saúde, ambiente e integridade operacional.
A paragem, que constitui a terceira manutenção geral da fábrica desde a sua entrada em funcionamento em 2012, depois das realizadas em 2018 e 2022, cumpre um ciclo de manutenção quadrienal. Para prevenir eventual poluição atmosférica resultante da queima de parte do gás fornecido à planta durante a intervenção, foi elaborado um plano de contingência de gestão ambiental, e foi ainda criada uma comissão conjunta para monitorar esta fase da paralisação.
A fábrica da Angola LNG tem capacidade instalada para produzir até 5,2 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, operando actualmente a cerca de 70% dessa capacidade, o equivalente a aproximadamente 700 milhões de pés cúbicos de gás por dia. O projecto integra as empresas Chevron, TotalEnergies e Sonangol, e representa uma das principais infra-estruturas de monetização de gás natural do país, com peso relevante nas exportações e nas receitas do Estado angolano.