Certame reuniu 220 expositores e criou 720 postos de trabalho, superando as expectativas iniciais da organização, num evento que assinalou os 48 anos da província
A primeira edição da Expo Lunda-Norte, que reuniu 220 expositores, gerou 720 postos de trabalho — dos quais 220 directos e 500 indirectos — e alcançou um volume de negócios estimado em 820 milhões de kwanzas.
Os números finais superam as expectativas inicialmente traçadas pela organização, que, antes do arranque do certame, previa a participação de mais de 200 expositores e a criação de 150 postos de trabalho directos e mais de 500 indirectos — metas que acabaram por ser ultrapassadas tanto no número de expositores como no de empregos gerados.
A Expo Lunda-Norte foi organizada pelo governo provincial em parceria com a empresa C Calas Angola, e representa a primeira vez que um certame deste género é realizado à escala de toda a província. Antes desta iniciativa, tinham sido promovidas apenas três edições da Expo-Dundo, restritas a empresários do município do Dundo, capital provincial — pelo que este novo formato marca um alargamento significativo da montra empresarial a toda a Lunda-Norte.
O evento decorreu sob o lema “Lunda-Norte, 48 anos, terra de riqueza, cultura, desenvolvimento e com povo resiliente”, enquadrando-se nas celebrações do 48.º aniversário da província, assinalado a 4 de Julho.
Aposta no agro-negócio, comércio e tecnologia
A feira teve como objectivo estimular a economia local, com particular destaque para o agro-negócio, o comércio, a tecnologia e a inovação, além de servir de montra para a criatividade, os produtos e os serviços das empresas provinciais. Entre os expositores contaram-se empresários de diferentes sectores, tanto da própria Lunda-Norte como de outros pontos do país.
Antes do início do certame, alguns empresários já manifestavam optimismo quanto ao seu impacto. O empresário do ramo de comércio geral, Ibrahim Sancara, destacou a oportunidade de expor bens alimentares e utensílios de cozinha, ao mesmo tempo que via no evento uma boa oportunidade para divulgar a sua marca a nível nacional. Já Manuel Lopes, investidor do sector agro-pecuário, sublinhou a expectativa de inovações capazes de gerar novos contratos e beneficiar o tecido empresarial da província.
A Expo Lunda-Norte junta-se a uma vaga de feiras económicas provinciais que têm vindo a multiplicar-se em Angola ao longo deste ano, num esforço mais amplo de dinamização das economias regionais e de promoção da produção local. Casos semelhantes incluem a Expo Namibe, que também na sua primeira edição reuniu 87 empresas com o objectivo de gerar um volume de negócios avaliado em mil milhões de kwanzas; a Expo Uíge, que recebeu mais de 200 expositores de seis províncias diferentes; e a Expo Cuanza-Norte, que projectava um volume de negócios de cerca de 900 milhões de kwanzas, numa edição que coincidiu com os 70 anos da cidade de Ndalatando.
Este conjunto de iniciativas provinciais reflecte a estratégia mais ampla do Executivo angolano de descentralizar a promoção económica para além da capital, criando plataformas locais capazes de estimular o empreendedorismo, atrair investimento e reforçar as cadeias de produção regionais — um modelo que a boa performance da primeira edição da Expo Lunda-Norte parece validar, e que deverá servir de referência para futuras edições do certame na província.