Eric Trump, filho do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai integrar a comitiva que viajará à China no próximo mês, revelou uma porta-voz da organização familiar à agência Reuters.
Segundo Kimberly Benza, representante da Trump Organization, Eric Trump e a mulher, Lara Trump, acompanharão o Presidente numa deslocação marcada para os dias 14 e 15 de Maio, a título pessoal.
A mesma fonte sublinha que Eric Trump participa “como filho orgulhoso e solidário”, sem qualquer envolvimento empresarial na China, nem planos de vir a desenvolver negócios no país. Não estará presente em reuniões privadas, limitando-se a acompanhar o chefe de Estado durante a visita.
Ainda assim, a decisão poderá levantar questões sobre potenciais conflitos de interesse, uma vez que a fortuna e os negócios de Donald Trump são geridos por Eric e outros membros da família. Eric Trump é vice-presidente executivo da Trump Organization, supervisionando investimentos nas áreas do imobiliário, golfe e blockchain. Por seu lado, Lara Trump, antiga co-presidente do Republican National Committee, apresenta atualmente o programa televisivo “My View with Lara Trump”, no canal Fox News.
A deslocação ocorre num contexto em que Donald Trump já criticou o seu antecessor, Joe Biden, por permitir que o seu filho Hunter o acompanhasse em viagens oficiais à China, quando era vice-presidente. Na altura, Trump acusou Hunter Biden de beneficiar politicamente dessas deslocações — acusações rejeitadas pela família Biden.
De acordo com a Casa Branca, o Presidente norte-americano pretende aproveitar a visita para reforçar o diálogo bilateral com Pequim, abordando temas como o comércio justo, a cooperação económica e o combate ao tráfico de precursores de fentanil para os Estados Unidos. A porta-voz Anna Kelly afirmou que a viagem “dará continuidade ao diálogo construtivo do último ano”.
Esta será a primeira visita de um Presidente norte-americano à China em oito anos, com o objectivo de manter relações estáveis entre as duas maiores economias mundiais. No ano passado, Washington e Pequim acordaram uma trégua após um período de tensões marcado por tarifas comerciais impostas por Trump e restrições chinesas à exportação de terras raras.
Apesar disso, algumas empresas norte-americanas esperam que a visita possa ir além de acordos já em análise, como a compra de soja e aeronaves da Boeing por parte da China.