Mercado & Finanças

Brasil bate o próprio recorde de produção de petróleo, o pré-sal explica o crescimento 

Em Março, o Brasil extraiu 4,24 milhões de barris de petróleo por dia — mais 17% do que no mesmo mês do ano passado. O campo de Búzios, sozinho, produz quase tanto como Angola inteira.

Pelo segundo mês consecutivo, o país bateu o recorde de produção de petróleo e gás natural, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pela Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP). Só em petróleo foram 4,24 milhões de barris diários — uma subida de 4,6% face a Fevereiro e de 17,3% em relação a Março de 2025. O gás natural acompanhou a trajectória: 204,11 milhões de metros cúbicos por dia, um crescimento de 3,3% mensal e de 23,3% homólogo.

O grande responsável pelo desempenho é o pré-sal — a camada infrasalífera no subsolo marinho onde se concentram as reservas gigantes descobertas no início do século. Os campos marítimos dominam a produção: respondem por 98% do petróleo e 87,8% do gás natural extraídos no país, num universo de 6.086 poços — 590 offshore e 5.496 terrestres.

Os gigantes da Bacia de Santos

O campo de Búzios, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo em Março, com uma média de 886.430 barris por dia — um número que por si só ultrapassa a produção total de muitos países produtores africanos. O campo de Mero, também na Bacia de Santos, liderou na produção de gás natural, com 42,06 milhões de metros cúbicos diários.

A Petrobras continua a dominar o sector: operando em consórcio ou sozinha, a estatal brasileira respondeu por 88,23% da produção total. Em operação exclusiva, produziu 24% do petróleo e gás natural extraídos no país. O país reforça assim a capacidade de produção da Bacia Atlântica, essencial nesta altura, também para dar resposta à crise provocado pelo fecho do Estreito de Ormuz.

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