Mercados Financeiros

BODIVA encerra sessão de 2 de Setembro com empresas cotadas em terreno negativo

Unitel, ENSA Seguros e Banco Caixa Geral Angola fecharam a sessão com ligeiras desvalorizações, num dia marcado por pressão vendedora sobre vários títulos.

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) encerrou a sessão de 2 de Setembro de 2026 com as principais empresas cotadas a registarem variações negativas, numa jornada marcada por uma tendência geral de desvalorização dos títulos negociados.

Entre os papéis com maior movimentação esteve a Unitel, cuja cotação recuou 0,01%, para 35.998 kwanzas por acção. A operadora realizou 2.360 acções, correspondentes a um volume financeiro de 84,95 milhões de kwanzas, mantendo-se entre os títulos com maior liquidez da sessão.

A ENSA Seguros também terminou o dia em baixa, com uma desvalorização de 0,37%, fixando o preço em 27.499 kwanzas por acção. Foram realizados 12 negócios, envolvendo 17 acções, para um volume financeiro de 467.483 kwanzas.

No sector bancário, o Banco Caixa Geral Angola (BCGA) registou igualmente uma ligeira correcção negativa. O título perdeu 0,04%, encerrando a sessão nos 19.990 kwanzas por acção.

A pressão estendeu-se a outros títulos bancários, tendo sido registada, pontualmente, uma desvalorização mais expressiva, de 2%, num dos papéis do sector, que terminou a negociar na faixa dos 98 mil kwanzas por acção.

Pressão pontual não altera dinâmica anual

Apesar do desempenho negativo observado na sessão de 2 de Setembro, a evolução diária dos títulos não altera, por si só, a trajectória global do mercado de capitais angolano ao longo de 2026.

A BODIVA tem registado uma forte expansão da actividade no acumulado do ano, acompanhada por níveis elevados de mobilização financeira através do mercado de capitais.

O comportamento da sessão reflecte, assim, uma correcção pontual num mercado que continua a ganhar dimensão, com o aumento da participação dos investidores e da negociação de valores mobiliários.

A evolução das cotações nas próximas sessões deverá permitir perceber se a queda registada pelas principais empresas representa apenas uma oscilação de curto prazo ou o início de uma tendência mais prolongada de realização de ganhos e ajustamento de preços.

Para os investidores, a atenção permanece centrada na liquidez dos títulos, no desempenho das empresas cotadas e na capacidade do mercado angolano de continuar a canalizar recursos para o financiamento da economia.

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