Mercado & Finanças

BCI quer afirmar-se como um banco “sustentável e próximo das pessoas”

A privatização do Banco de Comércio e Indústria (BCI), concluída em 2021 no âmbito do PROPRIV, redefiniu o rumo da instituição e abriu espaço para uma transformação estrutural profunda.
O Presidente da Comissão Executiva, Renato Borges, em entrevista ao Banca em Análise, da Deloitte, descreve este momento como um ponto de viragem: “Após a sua privatização em 2021, o banco entrou numa nova fase marcada pela reestruturação, modernização e crescimento sob gestão privada”, refere.

A transição exigiu um processo intenso de reorganização interna, recapitalização e reforço da governação corporativa. O banco enfrentou desafios significativos, desde a necessidade de melhorar a qualidade dos activos até à adaptação a um ambiente regulatório mais exigente.

Ainda assim, os resultados mostram uma trajectória de recuperação: “O BCI registou uma recuperação significativa, com forte crescimento dos resultados líquidos, dos activos e da carteira de crédito”, diz.
O gestor destaca o aumento da carteira de crédito e a melhoria da sua qualidade, sublinhando que a instituição está hoje mais preparada para apoiar empresas e projectos estruturantes.

O BCI tem estado alinhado com as prioridades nacionais de apoio à produção interna e ao desenvolvimento de sectores estratégicos, reforçando a sua capacidade de financiar a economia num contexto de maior disciplina prudencial.

Transformação digital: modernização para eficiência e competitividade
A modernização tecnológica é um dos pilares da nova fase do BCI. O banco investiu na actualização do core banking, na automação de processos e na expansão dos canais digitais, com o objectivo de melhorar a eficiência operacional e oferecer serviços mais rápidos e acessíveis.

A digitalização, destaca, tem sido essencial para reforçar a competitividade e a capacidade de resposta do banco, num sector onde a tecnologia se tornou determinante para a experiência do cliente, a gestão de risco e a eficiência interna. A modernização tecnológica tem permitido ao banco “melhorar processos, aumentar a eficiência e reforçar a proximidade com os clientes”, garante.
A privatização permitiu ao BCI recuperar solidez, modernizar processos e reforçar o foco no financiamento da economia. A estratégia assenta em três pilares: disciplina prudencial, transformação tecnológica e apoio ao sector produtivo.

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