A Apple aumentou os preços dos MacBook e dos iPad na Europa, com subidas entre os 100 e os 400 euros por dispositivo. Os iPhones ficam de fora por agora — a nova versão, o iPhone 18, sai em Setembro.
A empresa justificou a decisão com o aumento do custo dos chips de memória provocado pela corrida à inteligência artificial. “A indústria de electrónica de consumo está a enfrentar um desafio sem precedentes. A rápida expansão dos centros de dados de IA gerou um aumento extraordinário na procura por chips de memória e armazenamento”, explicou a Apple em comunicado. “Nunca vimos os preços de um componente subirem tanto e tão rapidamente”, acrescentou, admitindo que “esta não é uma boa notícia”. Tim Cook já tinha sinalizado que o aumento de preços dos chips de memória se tornara “insustentável” para a empresa.
As lojas digitais da Apple ficaram indisponíveis durante um breve período da manhã — o tempo suficiente para actualizar os preços.
MacBook
A linha MacBook regista as subidas mais expressivas. O MacBook Neo, apresentado em março como o computador de entrada da marca, sobe 100 euros e passa a custar a partir de 799 euros. O MacBook Airde 13 polegadas com 512 GB sobe 200 euros, dos 1.249 para os 1.449 euros.
Na linha Pro, a versão base passa dos 1.949 para os 2.249 euros, uma subida de 300 euros. O modelo de 16 polegadas sofre o maior aumento: mais 400 euros, passando dos 3.099 para os 3.499 euros.
iPad
As subidas nos iPad são mais contidas. Os modelos Air de 11 e 13 polegadas passam a custar, respectivamente, 829 e 1.029 euros — mais 150 euros em cada caso. Nas versões Pro, o aumento é de 200 euros: o de 11 polegadas sobe para 1.329 euros e o de 13 polegadas para 1.679 euros.
Bolsa
Na sequência do anúncio, as acções da Apple fecharam com uma queda superior a 6%, para os 275,15 dólares. A empresa — ainda liderada por Tim Cook, que deverá ser sucedido por John Ternus — mantém uma capitalização de mercado superior a quatro biliões de dólares. O aumento de preços do iPhone 18 já estava sinalizado antes do aparelho chegar ao mercado, pelo que o anúncio não apanhou os analistas de surpresa. A próxima apresentação de resultados está marcada para 30 de Julho.