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Angola e China reforçam parceria estratégica nos sectores da Energia e Águas

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, reuniu-se em Pequim com os grupos POWERCHINA e China Gezhouba para acelerar projectos estruturantes. Exigiu o cumprimento dos prazos e pediu uma proposta para armazenamento de energia em dois parques solares de Benguela.

Angola e a China reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral nos sectores da Energia e das Águas, com foco na mobilização de investimentos estratégicos, na modernização das infra-estruturas e na execução de projectos estruturantes.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, manteve na segunda-feira, 2 de Novembro, em Pequim, encontros de alto nível com responsáveis da POWERCHINA e da China Gezhouba Group Corporation (CGGC). Em cima da mesa estiveram o reforço da cooperação, o balanço dos projectos em curso e as prioridades de investimento nos dois sectores em Angola.

Nas conversações com a POWERCHINA, o governante destacou a necessidade de concluir o sistema de abastecimento de água de Quilonga Grande, em Luanda, e de avançar com as iniciativas de combate à seca no Sul do país.

Na área das energias renováveis, Angola pediu uma proposta para instalar sistemas de armazenamento por baterias em dois parques solares de Benguela, com uma capacidade conjunta de cerca de 360 megawatts. Para João Baptista Borges, a expansão da produção solar tem de ser acompanhada por sistemas de armazenamento de energia.

O ministro sublinhou ainda a importância da formação de quadros angolanos e da transferência de conhecimento tecnológico, para reforçar a autonomia nacional na gestão das infra-estruturas.

O Governo angolano reiterou a exigência de cumprimento dos prazos e dos compromissos assumidos pelas empresas chinesas. João Baptista Borges defendeu uma coordenação permanente entre as partes, assente na transparência, no diálogo e no cumprimento rigoroso das responsabilidades contratuais.

Périplo pela Ásia

A visita à China integra uma missão internacional que começou a 27 de Outubro na Coreia do Sul e termina no Sultanato de Omã. O objectivo é mobilizar investimentos, consolidar parcerias estratégicas e promover a cooperação tecnológica e empresarial.

O ministro viaja acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração da ENDE, Pedro Buca, e por altos responsáveis do ministério. Em Seul, visitou a Hanwha Qcells, especializada em soluções de energia solar.

Na Coreia do Sul, Angola manifestou ainda a intenção de voltar a recorrer a uma linha de financiamento do Korea Eximbank para projectos energéticos. O país asiático concedeu recentemente uma linha de crédito de mil milhões de dólares para projectos de desenvolvimento em Angola, sobretudo no sector da energia.

A China é um parceiro de longa data nestes sectores. Em 2024, o ministro afirmou que mais de 20 mil milhões de dólares tinham sido investidos na energia e nas águas em Angola através da linha de crédito chinesa.

O Plano de Acção do Sector da Energia 2023-2027 prevê uma capacidade instalada de 9.000 megawatts e uma taxa de electrificação de 50% até 2027.

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