A gestão da Transporte Coletivo Urbano de Luanda (TCUL) será transferida do Ministério dos Transportes para o Governo Provincial de Luanda (GPL) até ao final de 2025, numa medida que visa aproximar os serviços de transporte da população e aumentar a autonomia da gestão provincial.
A transferência da tutela da TCUL pretende reforçar a proximidade entre os serviços de transporte e os cidadãos, permitindo aos governos provinciais e municipais maior autonomia na gestão dos transportes públicos.
O novo modelo de gestão terá como desafio redefinir estratégias para melhorar o atendimento e a eficiência operacional da empresa, que há anos enfrenta problemas estruturais, incluindo insuficiência de autocarros e atrasos frequentes nas rotas.
A decisão foi confirmada pelo ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, que sublinhou o objectivo de aproximar os serviços públicos das necessidades locais.
O ministro dos Transportes assegurou que a sustentabilidade e o modelo de gestão da TCUL decorrem nos mesmo termos que outras empresas públicas com os custos operacionais sustentados pelo Estado, uma vez que a facturação da bilhética da empresa apenas representa 48% dos custos operacionais, temos então que “os 52% dos custos operacionais são financiados pelo Estado ou por outras fontes de recursos”, acrescentou o ministro, sem especificar quais, sendo que também é esse o desafio, o de encontrar fontes de financiamento para assegurar que haja empresas de transportes públicos sustentáveis.
Viegas de Abreu fez questão de sublinhar que esta realidade não é exclusivamente angolana, acontece em inúmeras empresas de transportes públicos a nível global.
Criada em 1988, a TCUL é uma das principais operadoras do transporte urbano em Luanda, que opera nas províncias de Luanda e do Icolo e Bengo, no município de Calumbo. A empresa conta com uma frota de 600 autocarros, mas mantém em operação cerca de 100 que transportam diariamente, em média, 10 mil passageiros.
Sob a gestão provincial, espera-se que ocorram avanços significativos na qualidade dos serviços, com maior eficiência e melhor cobertura das rotas urbanas.