A trégua comercial entre China e Estados Unidos e recuperação dos mercados animam o 4.º Global Financial Leaders’ Investment Summit, uma conferência com mais de 300 líderes financeiros.
A 4.ª edição do Global Financial Leaders’ Investment Summit, organizada pela Hong Kong Monetary Authority (HKMA), reuniu, em Hong Kong, entre 3 e 5 de Novembro de 2025 cerca de 300 líderes financeiros globais, incluindo mais de 100 presidentes e CEOs de alguns dos maiores grupos financeiros do mundo.
Sob o tema “Trekking through Shifting Terrain” (“Trilhando Terrenos em Mudança”), o encontro explorou como a comunidade financeira internacional pode adaptar-se a um cenário de transformações económicas, tecnológicas e geopolíticas, gerindo riscos e aproveitando novas oportunidades.
Foram também discutidos temas como a eficiência dos sistemas de negociação e gestão de risco, a diversificação do sector financeiro e o fortalecimento de Hong Kong como pólo global em fintech, gestão de património transfronteiriço, mercado internacional de ouro e dívida sustentável.
O clima no encontro foi de optimismo moderado, as perspectivas para as instituições ocidentais permanecem desafiantes: As receitas de investment banking de clientes chineses ainda estão abaixo dos níveis da década anterior; A quota dos bancos norte-americanos recuou de 45% em 2020 para 39% em 2025, enquanto bancos chineses como a CITIC Securities reforçam posições; As ofertas públicas iniciais (IPOs) continuam fortes, mas a maioria são cotações secundárias com menor rentabilidade e dominadas por assessores locais.
Um caso emblemático é o da Softcare, empresa sediada no Dubai, que prepara um IPO de 300 milhões de dólares exclusivamente apoiado por CITIC, CICC e GF Capital, sem a participação de bancos ocidentais.
Ainda assim, bancos como Citigroup e JPMorgan continuam a desempenhar um papel essencial, fornecendo serviços de financiamento, gestão de tesouraria e cobertura de risco a multinacionais presentes no país.
Em paralelo, Hong Kong consolida-se como o principal centro de gestão de fortunas da região, com projeções que apontam para que se torne o maior do mundo nos próximos anos.