Mercado & Finanças

Lucros da BP sobem 48,6% até Setembro com o aumento da produção de petróleo e gás

A petrolífera britânica BP anunciou um lucro líquido atribuível aos accionistas de 3.497 milhões de dólares nos primeiros nove meses do ano, mais 48,6% do que em período homólogo.

Os lucros da BP subiram 48,6% até Setembro, atingindo 3.497 milhões de dólares. No terceiro trimestre de 2025, a petrolífera reportou um desempenho acima das expectativas do mercado, com lucros significativos impulsionados pelo aumento da produção de crude e gás, além de margens de refinação mais favoráveis.

O lucro líquido ajustado (underlying replacement cost profit) do trimestre fixou-se em 2,21 mil milhões de dólares, superando as previsões dos analistas, que apontavam para 2,02 mil milhões de dólares.

O resultado total para os nove meses (até Setembro) consolida um crescimento operacional robusto, refletindo um desempenho eficiente nas áreas de upstream e refinação.

O presidente executivo da BP destacou que a empresa — que em Fevereiro de 2025 decidiu reduzir significativamente os investimentos em energia renovável para se concentrar na produção de petróleo e gás — “teve outro trimestre forte em todas as áreas do negócio”.

Murray Auchincloss sublinhou que a BP “está a fazer progressos na redução de custos, no fortalecimento do balanço patrimonial e no aumento do fluxo de caixa e dos retornos”, acrescentando que “a BP pode e vai fazer melhor para os seus investidores”.

Apesar dos resultados positivos, as ações da BP registaram uma ligeira queda de 0,74% no pré-mercado após o anúncio, sinalizando possível cautela por parte dos investidores.

A empresa anunciou também uma recompra de ações no valor de 750 milhões de dólares, mantendo os dividendos trimestrais.

Os factores que impulsionaram os lucros estão directamente relacionados com o aumento da produção de petróleo e gás, nomeadamente com novos projectos globais e descobertas em regiões como a costa do Brasil.

As margens de refinação, acima das médias históricas, compensaram o preço mais baixo do crude no trimestre. A gestão eficiente de custos e capital, aliada a estratégias de simplificação empresarial e à venda de activos não essenciais, também contribuiu para o bom desempenho.

Mesmo com uma queda média de 13% nos preços do Brent face ao ano anterior, a BP conseguiu apresentar resultados operacionais sólidos, destacando-se em relação às suas rivais europeias.

O crescimento de 48,6% nos lucros reflecte a recuperação operacional, a expansão nas áreas de produção e refinação e uma resposta positiva às estratégias de gestão empresarial adotadas pela BP em 2025.

A empresa espera que a produção do quarto trimestre, de Outubro a Dezembro, permaneça “basicamente estável” em relação ao trimestre anterior, com “um ligeiro aumento na produção de petróleo e uma leve redução no gás e na energia de baixo carbono”.

O lucro bruto atingiu 9.249 milhões de dólares, face aos 7.285 milhões registados no ano anterior, enquanto o lucro operacional subiu para 12.903 milhões de dólares, superando os 10.554 milhões do mesmo período de 2024, informou a empresa num relatório enviado à Bolsa de Valores de Londres.

No terceiro trimestre, o lucro líquido totalizou 1,16 mil milhões de dólares — cinco vezes mais do que os 206 milhões registados no período homólogo.

A receita total caiu ligeiramente entre Janeiro e Setembro, para 144.807 milhões de dólares, face aos 146.541 milhões do ano anterior, o que representa uma redução de 1,9%.

De acordo com o relatório de resultados, o fluxo de caixa operacional totalizou 7.800 milhões de dólares no terceiro trimestre, sustentado por um desempenho sólido em todas as divisões, contribuindo para uma forte geração de caixa nos primeiros nove meses.

A dívida líquida situava-se em 26.054 milhões de dólares no final de Setembro, praticamente inalterada face ao trimestre de Abril a Junho, apesar da amortização de 1.200 milhões de dólares em títulos híbridos, que não alterou significativamente o nível geral de endividamento.

Para o conjunto do ano, a BP prevê uma produção semelhante à de 2024, com receitas impulsionadas por reduções estruturais de custos e pelo contributo da divisão de biocombustíveis.

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