A TAAG, desde Novembro de 2024, a Emirates, a partir de Novembro de 2025, e, eventualmente, a TAP, ainda este ano, são as companhias aéreas que operam ou deverão operar a partir do novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), em Luanda, inaugurado a 10 de novembro de 2023.
Um processo faseado que evidencia que ainda há muito por fazer para que o AIAAN se torne, de facto, aquilo que o Governo ambiciona: um dos principais hubs africanos do transporte aéreo.
Em terra, os atrasos e os custos associados à ligação ferroviária entre o centro de Luanda e o novo aeroporto têm sido notícia recorrente.
Esta semana, o semanário Expansão voltou ao tema, revelando que são necessários mais 107,6 milhões de dólares para a conclusão da ligação ferroviária Luanda–AIAAN, que culmina na Estação do Bungo. Obras que, muito provavelmente, só estarão terminadas em Abril do próximo ano.
Ainda segundo o semanário, trata-se de mais uma etapa – e de um investimento significativo – na longa e complexa obra de reabilitação dos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL), eixo estratégico fundamental da rede ferroviária nacional, há muito marcado por sucessivos adiamentos, degradação, vandalização e ineficiência.
Tal como acontece noutras infraestruturas relevantes, a reabilitação do troço ferroviário entre Luanda e a Estação do Bungo está a cargo de uma empresa chinesa, a China Machinery Engineering Corporation (CMEC).
De acordo com os mais recentes despachos governamentais, aos 200 milhões de dólares já investidos em anos anteriores juntam-se agora mais 107,6 milhões de dólares, destinados à reparação e reabilitação de duas linhas: uma com cerca de 18 anos e outra mais recente, com sete anos, ambas com baixos níveis de manutenção.
Assim, apesar da transferência gradual dos voos internacionais para o novo aeroporto, a ligação ferroviária entre o centro de Luanda e o AIAAN continua por concluir, prevendo-se o seu funcionamento pleno apenas a partir de Abril de 2026.
Enquanto isso, o acesso ao aeroporto faz-se essencialmente por via rodoviária, estando disponíveis serviços de shuttle para o transporte de passageiros em trânsito entre o antigo aeroporto e o novo.