O empresário nigeriano formalizou a abertura da subsidiária do Grupo Dangote em Angola no ano passado, durante a estadia em Luanda e em que se reuniu com o Presidente João Lourenço
Aliko Dangote é, actualmente, o homem mais rico de África, com uma fortuna estimada em cerca de 30,3 mil milhões de dólares, de acordo com o índice de multimilionários da Bloomberg, referente a Outubro deste ano.
Dangote alcançou este valor após um aumento significativo do seu património, impulsionado pela inauguração de uma nova fábrica de cimento, avaliada em 160 milhões de dólares, na Costa do Marfim.
A nova unidade ampliou a capacidade produtiva da Dangote Cement para cerca de 55 milhões de toneladas anuais em África, operando actualmente em 11 países.
O empresário nigeriano tem vindo a investir em Angola, com foco em diversos sectores estratégicos.
Em Novembro de 2024, formalizou a abertura da subsidiária do Grupo Dangote no país, com planos de investimento nos sectores do petróleo, cimento e construção, nomeadamente na Refinaria do Lobito, integrada no projecto do Corredor do Lobito.
Além disso, o grupo demonstra interesse na exploração de blocos petrolíferos onshore e offshore, bem como na aquisição ou gestão de fábricas de cimento locais.
Durante a sua visita a Luanda, Dangote reuniu-se com o Presidente João Lourenço, com representantes da Sonangol, da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e de outras entidades governamentais, com o objectivo de fortalecer parcerias e explorar novas oportunidades de investimento.
Aliko Dangote destacou o ambiente favorável aos negócios em Angola e anunciou planos para a criação de centros de serviços e outras iniciativas que visam ampliar a cooperação económica entre Angola e o Grupo Dangote.
O empresário construiu a sua fortuna inicialmente através do armazenamento e distribuição de produtos essenciais, como arroz, açúcar, sal e farinha, tendo fundado, em 1977, o Grupo Dangote com um empréstimo familiar.
Com o tempo, diversificou os seus investimentos para sectores industriais estratégicos, sobretudo o do cimento, fertilizantes e refinarias de petróleo.
O espírito empreendedor visionário e a capacidade de investir em sectores-chave para o crescimento económico da Nigéria e do continente africano têm sido decisivos para o seu sucesso.