A OpenAI está em conversações com investidores para uma nova venda de acções que poderá elevar a valorização da empresa para 500 mil milhões USD (cerca de 430 mil milhões de euros), segundo informações avançadas pelo Financial Times, com base em fontes próximas do processo.
Caso a operação se concretize, a empresa ultrapassará a SpaceX, actualmente avaliada em cerca de 400 mil milhões USD, posicionando-se como a empresa tecnológica privada mais valiosa do mercado.
A nova movimentação surge menos de um ano após a conclusão de uma ronda de financiamento que fixou a avaliação da empresa em 300 mil milhões USD.
Na altura, a operação foi liderada pelo SoftBank e envolveu uma captação de 40 mil milhões USD. Segundo o Financial Times, o novo processo está a ser desenvolvido em articulação com a Thrive Capital e poderá incluir uma venda secundária de acções, permitindo a alienação de participações por parte de actuais e antigos colaboradores.
No contexto do sector de inteligência artificial, a empresa continua a registar aumento de receitas e captação de investimento. De acordo com fontes internas, a receita recorrente anual da OpenAI atinge os 12 mil milhões USD e poderá ultrapassar os 20 mil milhões até ao final de 2025.
Apesar do crescimento, tanto a OpenAI como a Anthropic continuam a registar prejuízos operacionais, associados aos custos de desenvolvimento e manutenção dos modelos.
Paralelamente, a OpenAI anunciou a disponibilização de dois modelos de linguagem de acesso aberto: GPT-oss-120b e GPT-oss-20b. Os sistemas estão alojados na plataforma Hugging Face e podem ser utilizados para geração de texto, programação e execução de tarefas de pesquisa.
Estes modelos são disponibilizados com parâmetros acessíveis, permitindo modificações por programadores. Não incluem funcionalidades de geração de imagem ou vídeo.
A iniciativa ocorre após o lançamento de um modelo pela DeepSeek, concorrente sediada na China, com enfoque em redução de custos. A OpenAI não lançava modelos com acesso aos parâmetros desde o GPT-2, apresentado em 2019.
A decisão está alinhada com orientações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos, que defende o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial de código aberto, com vista ao seu uso em contextos empresariais e académicos.