A Casa Branca confirmou que todos os membros do G20, incluindo a Rússia, serão convidados para a cimeira do grupo prevista para Dezembro na Florida, num contexto de crescente tensão internacional e debate político sobre a própria organização do evento.
Segundo uma fonte oficial citada pela AFP, “ainda não foi emitido nenhum convite formal, mas todos os membros do G20 serão convidados a participar nas reuniões ministeriais e na cimeira de líderes”, que deverá decorrer num resort de golfe pertencente à família do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A referência é ao G20 Miami Summit 2026, que deverá reunir as principais economias mundiais num momento marcado por fortes divisões geopolíticas, incluindo a guerra na Ucrânia e as tensões energéticas globais.
A eventual presença da Rússia ganha particular relevância porque o país não participa presencialmente nas reuniões de líderes do G20 desde 2019, devido primeiro à pandemia e depois ao impacto da guerra na Ucrânia e às sanções internacionais.
Apesar disso, Moscovo mantém o estatuto formal de membro do G20, e fontes diplomáticas russas já indicaram que o país terá sido convidado para a cimeira ao mais alto nível, estando ainda em aberto a participação do Presidente Vladimir Putin.
A administração norte-americana tem defendido uma abordagem mais aberta ao diálogo, com o próprio Presidente Donald Trump a admitir que a presença de Putin “poderia ser útil”, embora sem confirmação de convite formal.
Cimeira marcada por escolhas polémicas
A realização do encontro num resort privado em Miami, associado à família Trump, tem gerado debate político e diplomático, somando-se a outras decisões recentes da administração norte-americana sobre a composição do grupo.
A Rússia continua a ser membro formal do G20, mas a sua participação ocorre num contexto de forte isolamento político do Ocidente. Já a guerra na Ucrânia e as sanções internacionais continuam a marcar a agenda global do grupo.
Embora a presença de todos os membros esteja prevista, fontes citadas pela imprensa internacional admitem que a participação de alguns líderes poderá ser afetada por decisões políticas até à data da cimeira.
A Rússia, em particular, mantém em aberto a decisão final sobre o nível de representação, num cenário em que o G20 continua a refletir as divisões entre potências ocidentais e países alinhados com Moscovo.
A cimeira da Florida deverá assim decorrer num ambiente politicamente carregado, combinando negociações económicas globais com fortes leituras geopolíticas.