O preço do barril de petróleo mantém-se praticamente inalterado nos mercados internacionais, o que reflecte a incerteza que continua a marcar o ambiente económico global.
Os investidores permanecem atentos aos desdobramentos do recente acordo comercial celebrado entre os Estados Unidos da América e a União Europeia.
À data de hoje, o barril de Brent – referência para o mercado angolano– regista valorização de 0,07%, sendo negociado a 70,09 dólares, o valor mais elevado desde 18 de julho. Já o crude WTI (West Texas Intermediate), referência norte-americana, sobe 0,12% para os 66,79 dólares.
Ambos os indicadores haviam registado na sessão anterior uma subida superior a 2%, impulsionada pelas declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou a antecipação do prazo dado à Rússia para estabelecer um cessar-fogo na Ucrânia.
O recente acordo comercial entre os EUA e a UE contribuiu para aliviar receios de um abrandamento acentuado da economia europeia.
As tarifas aduaneiras, inicialmente previstas para 30%, foram fixadas em 15%, representando, contudo, um agravamento face às taxas de 1% a 2% que vigoravam no início do ano.
De acordo com uma nota da ANZ, citada pela Reuters, o impacto das novas tarifas deverá ser negativo, mas não deverá conduzir o bloco europeu a uma recessão.
Os analistas destacam ainda a falta de clareza em torno dos compromissos de investimento assumidos no acordo, nomeadamente os 750 mil milhões de euros que a UE pretende gastar em energia proveniente dos EUA e os 600 mil milhões a investir em território norte-americano.
Os mercados aguardam agora a reunião da Reserva Federal dos EUA, marcada para terça e quarta-feira.
A expectativa é de que a Fed mantenha as taxas de juro inalteradas, mas os investidores procuram sinais sobre a direcção futura da política monetária norte-americana.