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Angola reúne pela primeira vez os embaixadores na Ásia e Oceânia para coordenar estratégia económica na região

Doze missões diplomáticas angolanas espalhadas pela Ásia e Oceânia juntaram-se esta semana em Manila para a primeira reunião conjunta desta dimensão. A agenda centra-se no aproveitamento das capacidades da região em tecnologia, inovação, comércio e investimento — e na coordenação das missões para atrair capital para Angola.

Os embaixadores e cônsules-gerais de Angola acreditados na Ásia e Oceânia reuniram-se esta semana em Manila, nas Filipinas, para a primeira conferência regional das missões diplomáticas angolanas na área. O encontro, que decorre entre 10 e 13 de Junho, reúne representantes da Austrália, Coreia do Sul, Japão, Índia, Vietname, Timor-Leste, Filipinas, Indonésia, China, Macau e do Fórum Macau — um total de doze missões.

A iniciativa é organizada pela Direcção Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores e marca uma aposta na coordenação diplomática numa região que Angola tem identificado como prioritária para a diversificação das suas relações económicas. A abertura da rota Luanda-Guangzhou, operada pela TAAG, e a crescente presença de empresas chinesas no sector petrolífero e de infraestruturas angolanas são exemplos concretos do aprofundamento desta relação — que o Governo quer agora sistematizar e alargar a outros países da região.

O primeiro dia de trabalhos centrou-se na análise da situação de segurança regional na Península Coreana e em apresentações de cada missão sobre as oportunidades de cooperação bilateral nos respectivos países. O segundo dia incluirá uma sessão consular conduzida pela directora-geral do Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior, embaixadora Filomena do Rosário Neto António, com interacção por videoconferência com as comunidades angolanas residentes na região.

“Os participantes reiteraram a importância do reforço da coordenação diplomática entre as missões angolanas na Ásia e Oceânia, visando a promoção dos interesses estratégicos de Angola, o incremento das relações económicas e comerciais, bem como a atracção de investimento estrangeiro para o país”, disse à imprensa o embaixador SiangaAbílio, porta-voz do encontro.

A realização desta primeira reunião regional sinaliza uma mudança de abordagem: de relações bilaterais geridas de forma isolada para uma diplomacia económica mais coordenada, com missões que partilham informação e alinham estratégias numa região que representa hoje uma das principais fontes de investimento e parceria tecnológica para Angola.

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