Mercado & Finanças

Tensões entre Irão e Israel fazem subir preços do petróleo

Os preços do petróleo continuam a registar subidas nos mercados internacionais, impulsionados pela escalada das tensões entre o Irão e Israel.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou antecipadamente a reunião do G7, no Canadá, e apelou à evacuação imediata da capital iraniana, Teerão.

“Em poucas palavras, o Irão não pode ter uma arma nuclear. Eu já disse isto várias vezes! Todos devem evacuar Teerão imediatamente!”, escreveu na rede Truth Social.

Com o agravamento do cenário de conflito, o barril de crude do tipo West Texas Intermediate (WTI) – referência nos EUA – subia 2,7%, para 73,71 dólares, enquanto o Brent, referência para Angola, avançava 2,95%, para 75,39 dólares.

Desde os ataques israelitas às infra-estruturas nucleares iranianas, na sexta-feira passada, os preços do petróleo já acumularam uma valorização de cerca de 7%. Apesar disso, analistas consideram que a reacção do mercado tem sido relativamente moderada.

Segundo Amos Hochstein, conselheiro sénior de energia da administração Biden, o mercado permanece estável porque “o mundo está bem abastecido de petróleo bruto”.

Ele destacou ainda que a OPEP+ está a aumentar a oferta e que a produção norte-americana mantém-se em níveis recorde. Hochstein alertou, no entanto, que o bloqueio do Estreito de Ormuz, responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, seria o cenário mais crítico para os mercados.

O banco Goldman Sachs estima que, caso esse bloqueio se concretize, o preço do barril poderá atingir os 100 dólares.

Também o CEO da ActivTrades, Ricardo Evangelista, sublinhou, em nota enviada ao Jornal de Negócios, que “os ganhos registados hoje nos preços do crude evidenciam um clima de incerteza.

O desenrolar da situação pode provocar perturbações não só no comércio global de petróleo, mas também no equilíbrio geopolítico mundial”.

Paralelamente, a Agência Internacional de Energia (AIE) revê em baixa a estimativa de procura mundial, com menos 20 mil barris por dia do que o previsto anteriormente. Por outro lado, a estimativa de oferta subiu em 200 mil barris por dia, para 1,8 milhão de bpd, de acordo com o relatório divulgado esta terça-feira.

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