A Refinaria de Luanda, operada pela Sonangol, registou uma taxa média de utilização de 75% em 2024, superando em 3 p.p. o desempenho de 2023, segundo o relatório da petrolífera estatal.
O aumento reflecte uma melhoria na eficiência operacional da unidade.
No entanto, a autonomia doméstica média de produtos refinados permaneceu em cerca de 28% das necessidades nacionais, indicando que o país ainda depende de importações para suprir a procura interna por combustíveis.
Durante o terceiro trimestre de 2024, a produção da refinaria caiu 21,53% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 317 550 toneladas métricas de produtos refinados.
A redução ocorreu em um contexto de dependência da importação de combustíveis, com aproximadamente 70% das aquisições nacionais provenientes do exterior nesse período.
A expansão da capacidade de refinação continua a ser uma das prioridades estratégicas da empresa e do Executivo, num contexto em que a substituição de importações de derivados é vista como essencial para aliviar a pressão sobre a balança de pagamentos.