A Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa foi lançada esta quarta-feira em Luanda, com o objectivo de aprofundar a cooperação entre os governadores destas instituições e entre as suas equipas técnicas, em matérias de interesse comum.
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, considerou a iniciativa histórica para os bancos centrais. A rede, explicou, vai permitir a interacção e a partilha de informação em áreas como os pagamentos, as estatísticas, a literacia financeira, a gestão de crises e a análise económica.
A rede vai funcionar através de grupos de trabalho que serão constituídos ao longo do tempo, criando um espaço permanente de interacção entre os especialistas dos vários bancos centrais.
No mesmo dia, decorreu em Luanda a reunião dos governadores dos bancos centrais dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O encontro passou em revista o contexto internacional e as suas possíveis implicações para cada uma das economias, bem como novas vias de cooperação.
Criada em Abril, em Washington
A criação da rede foi acordada em Abril, à margem das Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington. Reúne os bancos centrais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como o Banco Central dos Estados da África Ocidental, que representa a Guiné-Bissau.
Na altura, o Banco de Portugal afirmou que a rede pretende reforçar, estruturar e tornar permanente o trabalho conjunto que já vinha a ser feito. A partilha de conhecimento deverá permitir um desempenho mais eficaz das missões de cada banco central, e o alinhamento de posições deverá reforçar o peso destas instituições nos fóruns multilaterais.
Além dos encontros regulares de alto nível e dos grupos de trabalho técnicos, está prevista a criação de um comité de política económica para analisar temas de interesse comum às economias lusófonas. A presidência rotativa da rede será inaugurada pelo Banco de Portugal, em 2027.
A cooperação entre os bancos centrais lusófonos não é nova: o chamado Encontro de Lisboa reúne-os anualmente desde o início da década de 1990 e realizou a sua 35.ª edição em Outubro de 2025.
disse; por isso, apresentei-a sem aspas. Se tiver acesso ao despacho completo, pode atribuí-la, possivelmente ao governador do Banco Nacional de Angola.