O recente colapso da bolsa brasileira, na sequência da reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prolongou o mau momento das acções latino-americanas. Os analistas mostram pouca esperança numa recuperação a curto prazo.
A região chegou a atrair grandes fluxos de investimento, quando os investidores procuravam rentabilidade durante os ciclos de alta das matérias-primas. Mas anos de desempenho fraco e de crescimento lento provocaram uma fuga de capitais.
O número de fundos de acções dedicados à América Latina caiu para apenas 226, cerca de um terço do máximo atingido em 2015.
As entradas em bolsa na região também estão praticamente paradas, apesar da recuperação do capital de risco registada em 2025.
“Estamos, infelizmente, no pior ciclo que alguma vez vimos. E isso deixou marcas”, afirmou à agência Bloomberg um veterano dos mercados do UBS BB, a parceria entre o UBS e o Banco do Brasil.