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TotalEnergies anuncia nova descoberta no Bloco 17 e entra em novos blocos de exploração em Angola

A TotalEnergies anunciou, por ocasião da conferência Angola Oil & Gas (AOG) 2026, em Luanda, uma nova descoberta de petróleo no Bloco 17 — o Acácia-5 — e a sua entrada, como operadora, em dois novos blocos de exploração no país. O anúncio foi feito por Patrick Pouyanné, presidente e presidente executivo da petrolífera francesa.

O Acácia-5, situado nas proximidades das infraestruturas já existentes no Bloco 17, onde a TotalEnergies detém uma participação de 38% na qualidade de operadora, foi descoberto em Junho de 2026 e deverá entrar em produção apenas três meses depois — um desenvolvimento acelerado que aproveita a capacidade disponível no FPSO Pazflor, actualmente em operação no bloco. A nova descoberta deverá aumentar a produção do Bloco 17 em seis mil barris por dia.

Trata-se do segundo sucesso de exploração registado pela TotalEnergies em Angola em 2026, depois da recente descoberta no Bloco 0, situado na prolífica Bacia do Baixo Congo, onde a petrolífera francesa detém uma participação de 10%, ao lado da Chevron, que opera o bloco com 39,2%, da Sonangol E&P (41%) e da Azule Energy (9,8%).

Além da nova descoberta, a TotalEnergies assinou também acordos com a Concessionária Nacional, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), para entrar, na qualidade de operadora e com uma participação de 40%, nos blocos de exploração 17/25 e 32/21, localizados no coração da Bacia do Baixo Congo, ao lado da ExxonMobil (também com 40%) e da Sonangol E&P (20%). Estes blocos beneficiam de ampla cobertura sísmica 3D já existente e situam-se próximos das infraestruturas actualmente operadas pela TotalEnergies nos Blocos 17 e 32 — onde estão em produção seis FPSOs —, o que deverá permitir futuras ligações submarinas às instalações existentes e um desenvolvimento mais eficiente, em termos de custos, de recursos adicionais.

A estas operações junta-se ainda o acordo de princípios assinado em Fevereiro de 2026 com a ANPG e a ExxonMobil, com vista à aquisição de uma participação de 35% nos blocos de exploração 40, 41, 42 e 58, localizados na Bacia de Benguela.

“É com grande satisfação que anuncio estes sucessos de exploração em Angola, que demonstram simultaneamente a atractividade do país e a nossa confiança no seu futuro. A exploração constitui um pilar essencial da nossa ambição em Angola, apoiada pelos incentivos introduzidos para promover o investimento. Em conjunto com os nossos parceiros, pretendemos intensificar a exploração e desenvolver novos recursos, mantendo um forte esforço de exploração para identificar novas oportunidades nas bacias offshore de Angola”, afirmou Patrick Pouyanné.

Os anúncios surgem numa altura de forte volatilidade no mercado internacional de petróleo, com os preços do crude a ultrapassarem novamente os 100 dólares por barril, na sequência da escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irão no Golfo Pérsico — um contexto que reforça o interesse das grandes petrolíferas internacionais em acelerar projectos de produção já identificados.

No Bloco 17, além da TotalEnergies (38%, operadora), participam ainda a Equinor (22,16%), a ExxonMobil (19%), a Azule Energy (15,84%) e a Sonangol E&P (5%).

A TotalEnergies está presente em Angola desde 1953 e emprega actualmente cerca de 1.500 colaboradores no país. Com um portefólio diversificado, a petrolífera francesa opera activos em águas profundas que representam mais de 45% da produção petrolífera angolana, mantendo ainda uma rede de postos de serviço em parceria com a Sonangol e vários projectos de energias renováveis, no âmbito do seu apoio à transição energética sustentável do país.

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