Economia

Sector mineiro reforça criação de emprego em Angola, com crescimento de 60% desde 2021

Entre 2021 e 2025, a taxa de empregabilidade no sector mineiro nacional aumentou 62,08%, segundo o Jornal de Angola, um resultado que reflecte a expansão da actividade extractiva no país, impulsionada por projectos como a mina do Luele e pela aposta na diversificação para além dos diamantes. Um resultado que traduz a expansão sustentada da actividade extractiva no país ao longo dos últimos cinco anos.

O desempenho surge num contexto de forte dinamismo do sector, marcado pela entrada em funcionamento de projectos estruturantes como o Projecto Luele, um dos maiores depósitos primários de diamantes do mundo, e pela consolidação de Angola como terceiro maior produtor mundial de diamantes, tendo ultrapassado a marca de 15 milhões de quilates em 2025, com receitas estimadas em 1,8 mil milhões de dólares. As minas de Catoca e Luele garantem, em conjunto, mais de 90% desta produção.

O crescimento da empregabilidade no sector acompanha uma estratégia mais ampla de diversificação da actividade mineira angolana, que já não se restringe à extracção diamantífera. O Governo tem apostado no início da produção de ouro, ferro e manganês, bem como em avanços significativos na prospecção de elementos de terras raras, nióbio e fosfato, ao mesmo tempo que promove activamente o investimento em cobre e lítio junto de investidores internacionais.

Angola possui 35 dos 45 minerais considerados mais importantes para o comércio mundial, uma vantagem competitiva que o país tem procurado capitalizar em fóruns como o Mining Indaba, hoje considerado o principal ponto de encontro para líderes africanos e globais da mineração.

Emprego pode vir a ultrapassar o petrolífero

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, tem defendido que o sector mineiro deverá, nos próximos cinco a dez anos, ultrapassar o sector petrolífero na geração de emprego no país. Entre os projectos com impacto directo na criação de postos de trabalho está o Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, com capacidade para albergar mais de 40 fábricas de lapidação e dois centros de formação, destinados a qualificar mão-de-obra especializada para a indústria.

Este esforço de formação e absorção de mão-de-obra local reflecte-se já em iniciativas recentes, como a fábrica de lapidação de diamantes da Diarough Angola, inaugurada em Saurimo, que prevê atingir 100 postos de trabalho directos nos próximos três a cinco anos, com planos de expansão até 500 colaboradores — e cujos trabalhadores são jovens lapidadores formados no Centro de Formação de Avaliação e Lapidação de Diamantes (CEFOLAD).

Foto: Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo

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