Infraestrutura já transportou cerca de 900 mil toneladas no primeiro semestre, através de 177 navios, com destaque para exportações de cobre, cobalto e enxofre. Dragagem em curso deverá permitir receber navios de maior porte e reforçar o papel do porto no Corredor do Lobito.
O Porto do Lobito prevê movimentar dois milhões de toneladas de mercadorias até Dezembro deste ano, superando os cerca de 1,8 milhões de toneladas registados em 2025 e reforçando o seu papel como uma das principais infraestruturas logísticas do Corredor do Lobito.
No primeiro semestre deste ano, o porto movimentou cerca de 900 mil toneladas transportadas por 177 navios, com destaque para produtos minerais como cobre, cobalto e enxofre, destinados aos mercados europeu, asiático e americano.
A directora Comercial e de Marketing, Jaciara Komandala, considera que os resultados dos primeiros seis meses permitem antecipar um exercício superior ao anterior. Além das exportações, o porto desempenha um papel crescente na entrada de matérias-primas, equipamentos e acessórios destinados à indústria transformadora e à agricultura.
A conclusão das obras de dragagem deverá permitir receber navios de maior porte, aumentando a capacidade operacional e a competitividade da infraestrutura. Entre os próximos investimentos estão ainda um terminal de passageiros e estruturas de apoio às pescas. A administração pretende também aumentar a participação privada nos projectos de expansão, consolidando o Lobito como plataforma marítima e logística de referência na África Austral.
Crescimento sustentado nos últimos anos
O crescimento previsto para este ano surge na sequência de uma trajectória ascendente que já vem de trás: em 2023, antes da concessão do Terminal Polivalente à Africa Global Logistics (AGL), o porto movimentava cerca de 1,4 milhões de toneladas de carga, tendo o objectivo de atingir os dois milhões sido definido ainda para 2024. Este é o terminal de carga geral e contentorizada gerido pela AGL — parte do grupo MSC — através de uma concessão de 20 anos assinada em Dezembro de 2023, que prevê um plano de investimentos superior a 100 milhões de dólares ao longo do contrato.
O Porto do Lobito tem ganho relevância crescente como porta de saída para as exportações mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através do Caminho de Ferro de Benguela, que integra o Corredor do Lobito — uma rota logística que liga o interior mineiro da região dos Grandes Lagos ao Oceano Atlântico, reduzindo significativamente os tempos de trânsito face às rotas alternativas para portos do Índico ou da África do Sul.