O Banco Angolano de Investimentos (BAI), a maior instituição financeira do país, manteve, no primeiro semestre de 2026, uma trajectória de crescimento da actividade, reforçando o seu papel no financiamento da economia angolana e preservando uma posição de capital sólida, apesar de um contexto marcado pela normalização dos resultados e por maiores exigências operacionais.
No período em análise, o BAI registou um resultado líquido acumulado de cerca de 179 mil milhões de kwanzas, considerando os resultados apurados no primeiro e segundo trimestres. No primeiro trimestre, o Banco alcançou 62 mil milhões de kwanzas, enquanto no segundo trimestre o resultado líquido ascendeu a aproximadamente 116,9 mil milhões de kwanzas.
A evolução da rentabilidade ocorreu num contexto de expansão da actividade bancária e de normalização de alguns contributos extraordinários que haviam influenciado positivamente os resultados do período homólogo. No primeiro trimestre, a margem financeira cresceu 22%, para 109 mil milhões de kwanzas, reflectindo sobretudo o aumento dos juros provenientes da carteira de crédito e dos rendimentos de títulos e valores mobiliários.
Crédito continua a impulsionar actividade
O financiamento à economia manteve-se como uma das principais prioridades estratégicas do BAI. No final do primeiro trimestre, o crédito líquido atingiu 1,383 biliões de kwanzas, representando um crescimento de 2% face a Dezembro de 2025. O rácio de transformação situou-se em 44,3%, evidenciando a maior afectação dos recursos captados ao financiamento de empresas e particulares.
A expansão da carteira de crédito ocorre num momento de crescente procura por financiamento e de recuperação gradual da actividade económica, reforçando o compromisso do BAI com a diversificação da economia nacional e o apoio ao sector produtivo.
Activos ultrapassam cinco biliões de kwanzas
O activo líquido do Banco manteve uma trajectória ascendente, passando de 5,04 biliões de kwanzas no final de 2025 para cerca de 5,33 biliões de kwanzas no final do primeiro semestre de 2026, de acordo com os dados financeiros disponíveis.
No primeiro trimestre, o crescimento do balanço foi acompanhado pelo aumento dos fundos próprios e pela emissão de obrigações corporativas, que permitiram ao Banco diversificar as suas fontes de financiamento. A emissão das Obrigações BAI 2026–2031, no montante de 50 mil milhões de kwanzas, registou uma procura correspondente a 211,41% da oferta, reflectindo o interesse dos investidores pela instituição.
Solidez financeira mantém-se como prioridade
A posição de capital do BAI permaneceu robusta durante o semestre. No final do primeiro trimestre, o rácio de fundos próprios regulamentares situou-se em 27,3%, confortavelmente acima dos requisitos regulamentares, enquanto os fundos próprios regulamentares ascendiam a 943 mil milhões de kwanzas.
A solidez patrimonial permite ao Banco continuar a acompanhar o crescimento da actividade, mantendo uma abordagem prudente na gestão dos riscos e na concessão de crédito.
Um milhão de clientes no BAI Directo
O primeiro semestre ficou igualmente marcado pela continuidade da expansão da base de clientes e dos canais digitais. No final de Março, o BAI contabilizava 2,96 milhões de clientes activos, 1.057 canais de distribuição e 739 ATM activos. O número de utilizadores do BAI Directo ultrapassou, pela primeira vez, a marca de um milhão, reflectindo a crescente adesão dos clientes aos serviços bancários digitais.
O Banco prossegue, assim, o investimento em tecnologia, inovação e melhoria da experiência do cliente, procurando tornar os serviços financeiros mais acessíveis, rápidos e seguros.
Compromisso com Angola
O desempenho registado no primeiro semestre de 2026 reforça a estratégia do BAI de combinar crescimento sustentável, solidez financeira, inovação e apoio ao desenvolvimento económico de Angola.
A instituição continuará a privilegiar o financiamento à economia, a expansão responsável da carteira de crédito, o reforço da transformação digital e a criação de soluções financeiras capazes de responder às necessidades de empresas e particulares.