Ana Almeida, assistente de bordo com vários anos de experiência na TAAG, saiu em defesa da companhia aérea de bandeira, considerando-a “100% safety” e sublinhando que a segurança é sempre a prioridade máxima da tripulação, mesmo quando há falhas pontuais na componente comercial do serviço.
“Muitas das vezes eu ouço os internautas a falarem sobre uma falha ou outra na parte comercial da TAAG, mas isso há uma justificação muito simples. A TAAG é uma companhia 100% safety e temos a segurança em primeiro lugar. Falhamos uma ou outra vez, sim, na parte comercial, mas isso é um ponto que, consoante a opinião pública, consoante o feedback que nós recebemos, nós temos a tendência de melhorar”, afirmou a tripulante.
Para Ana Almeida, o papel de um assistente de bordo vai muito além da imagem associada à profissão. “Mais do que ser um rosto bonito, é ser a representação de um país a nível internacional, e essa é também a grande responsabilidade da tripulação de cabine a bordo”, defendeu, apelando à população para que reconheça o esforço diário dos profissionais do sector. “Se o pessoal lá de casa tivesse noção do esforço que cada um dos profissionais faz para poder manter a nossa companhia de bandeira, a nossa TAAG, a nossa palanca negra gigante de pé, para não desistirmos daqueles que são os grandes desafios do sector, eu acho que a opinião pública estaria um pouquinho mais a favor da nossa companhia de bandeira”, acrescentou.
O testemunho surge num momento em que a TAAG tem procurado consolidar a sua imagem junto dos padrões internacionais de aviação civil. A transportadora angolana está registada na certificação IOSA (IATA Operational Safety Audit), da Associação Internacional de Transporte Aéreo, que avalia periodicamente os sistemas de gestão e controlo operacional das companhias aéreas. Nos últimos anos, a TAAG foi ainda retirada da lista de companhias proibidas de operar no espaço aéreo da União Europeia, e a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) autorizou a operação dos Boeing 787 da transportadora em rotas europeias, incluindo a ligação Luanda-Lisboa — marcos apontados pela empresa como reconhecimento do investimento feito na modernização da frota e dos processos de segurança.
Angola tem vindo a apostar na conectividade aérea internacional como pilar da sua estratégia de diversificação económica, com a TAAG a posicionar-se como o principal instrumento dessa aposta. Testemunhos como o de Ana Almeida reflectem, por parte dos profissionais do sector, o esforço para transmitir confiança junto do público num contexto em que a companhia continua a lidar com críticas frequentes às suas operações comerciais, apesar dos avanços reconhecidos ao nível da segurança operacional.