A taxa de inclusão financeira em Angola atingiu 51,7% no primeiro trimestre de 2026, aproximando-se da meta de 65% estabelecida para 2027, informou o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
José de Lima Massano falava na sessão de abertura oficial da 15.ª Reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AfPI), um encontro de dois dias que decorre em Luanda e que integra as celebrações do 50.º aniversário do Banco Nacional de Angola (BNA), a assinalar a 5 de Novembro.
De acordo com o ministro de Estado, a taxa de bancarização em Angola situa-se, actualmente, em 32% da população, o equivalente a cerca de 5,7 milhões de cidadãos integrados no sistema bancário. Segundo o governante, o Executivo pretende elevar este indicador para 36% até 2027, de forma a permitir que aproximadamente oito milhões de cidadãos disponham de uma conta bancária, reforçando o acesso da população aos serviços financeiros formais.
José de Lima Massano destacou ainda um forte crescimento dos pagamentos móveis e digitais, com um aumento de cerca de 56% até ao final do primeiro semestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior. Segundo o governante, a próxima fase da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF), lançada em Dezembro de 2025, vai criar condições para que os prestadores de serviços de pagamento móvel e digital evoluam também para a oferta de crédito, apoiada pela melhoria do ambiente de negócios e pela estabilidade macroeconómica.
Como exemplo dessa estabilidade, o ministro de Estado referiu que a inflação registou, em Junho deste ano, o seu nível mais baixo desde 2015, fixando-se em 10,11%. “Com uma inflação mais baixa, estamos em melhores condições para proteger o rendimento, a poupança e os investimentos, ao mesmo tempo que impulsionamos o acesso ao crédito a custos mais acessíveis”, afirmou.
A 15.ª Reunião da AfPI reúne representantes de bancos centrais, reguladores, decisores políticos e instituições financeiras de vários países africanos para debater os desafios e as oportunidades da aceleração da inclusão financeira no continente, bem como para reforçar a cooperação regional e a partilha de boas práticas. A iniciativa, que junta actualmente32 países, foi criada em Maio de 2017, em Maputo, como sucessora da Iniciativa Africana de Política de Serviços Financeiros por Telemóvel (AMPI), lançada em Fevereiro de 2013.