A UNITEL lançou para venda 7,5 milhões de acções, prevendo-se um encaixe de cerca de 300 mil milhões de kwanzas — a maior oferta pública já feita em Angola, segundo o administrador da BFA Capital Markets, Paulo Graça.
Em declarações à imprensa, o administrador da BFA Capital Markets, Paulo Graça, disse que a Oferta Pública de Venda (OPV) de 15% das acções da UNITEL, maior empresa de telecomunicações do país, deverá ultrapassar a última oferta pública efectuada no país, a do Banco de Fomento Angola (BFA), de cerca de 120 mil milhões de kwanzas (112,7 milhões de euros).
Paulo Graça salientou que o preço unitário das 7,5 milhões de acções varia entre 36 mil kwanzas (33,8 euros) e 40 mil kwanzas (37,5 euros), preço mínimo e máximo, respectivamente.
Segundo Paulo Graça, a UNITEL tem cerca de 76% da quota de mercado das telecomunicações angolanas, 25 anos de existência e perto de 21 milhões de clientes.
“O nosso sentimento, e olhando para aquilo que tem sido os últimos meses, é de uma forte procura pelas acções da UNITEL, temos sido contactados por muitos investidores, muitos a título individual, particulares, corporativos e até institucional, que têm interesse em investir nas acções da UNITEL”, destacou Paulo Graça.
O mesmo responsável realçou que a bolsa angolana conta, até à presente data, apenas com empresas do sector financeiro — três bancos, uma seguradora e a própria bolsa de valores angolana, a BODIVA —, sendo a UNITEL a primeira do sector das telecomunicações.
A empresa angolana de telecomunicações é, actualmente, detida por dois accionistas: o Estado angolano, com 50%, através do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE); e a petrolífera estatal Sonangol, com os restantes 50%, através da MS Telecom e da PT Ventures, cada uma com 25% do capital social.
Dos 15% das acções, 2% estão dirigidas a trabalhadores e 13% ao público geral, estando previsto o fim do período da OPV no dia 24 deste mês, com oito entidades a comercializar as acções da UNITEL.