O JPMorgan deu início formal ao processo de sucessão do CEO Jamie Dimon ao nomear Troy Rohrbaugh e Doug Petno como copresidentes do maior banco dos EUA. O anúncio foi feito esta quinta-feira em comunicado e coincide com a saída de Marianne Lake, responsável pela banca de consumo e uma das candidatas mais citadas à liderança da instituição.
As nomeações colocam Rohrbaugh, de 56 anos, e Petno, de 61, numa corrida a dois para suceder a Dimon, de 70, um dos banqueiros mais influentes de Wall Street, que lidera o JPMorgan desde 2006. Rohrbaugh assume a supervisão da banca de consumo, o lugar deixado por Lake. Petno torna-se CEO a solo da banca comercial e de investimento, divisão que anteriormente co-liderava.
Para reter ambos os executivos, o JPMorgan atribuiu a cada um bónus de permanência no valor de 30 milhões de dólares. Segundo fontes próximas da administração citadas pela Bloomberg, Dimon prevê manter-se no cargo durante cerca de três anos, embora esse prazo possa ser revisto.
“As alterações anunciadas hoje marcam um importante passo no processo ponderado da nossa administração em torno do planeamento da sucessão e do desenvolvimento dos nossos líderes de topo”, declarou Dimon no comunicado. “Somos afortunados por ter em funções um excepcionalgrupo de líderes, não apenas ao nível do nosso comité operacional mas em toda a nossa organização.”
Lake, com mais de 25 anos de casa e uma das executivas mais frequentemente apontadas como sucessora de Dimon, abandonou o banco com efeito imediato, embora se mantenha disponível para um período de transição junto de Rohrbaugh e da nova liderança. A questão sobre quem sucederá a Dimonarrasta-se há mais de uma década, tendo sido eliminados sucessivamente vários candidatos internos — sendo Lake a mais recente.
“Tendo em conta que Lake era vista como a favorita, a sua saída reformula o campo da sucessão de JamieDimon, elevando ao mesmo tempo Petno e Rohrbaugh para o nível de presidentes que historicamente serviram como rampa de lançamento para o cargo de CEO”, afirmou Christopher McGratty, analista da Keefe, Bruyette & Woods.
As acções do JPMorgan reagiram positivamente ao anúncio, com ganhos de quase 3% em bolsa.