A TAAG – Linhas Aéreas de Angola prevê reformar cerca de 300 funcionários, equivalente a 10% da sua força de trabalho, revelou o presidente da comissão executiva da empresa, Miguel Carneiro, em Luanda, durante a conferência de apresentação do relatório de gestão relativo ao exercício de 2025.
A saída destes trabalhadores não implica uma redução de capacidade operacional: “Houve um reforço técnico a nível da contratação e formação”, sublinhou Carneiro, sinalizando que a companhia está a renovar o seu quadro de pessoal em paralelo com o processo de reforma.
Prejuízo de 144,6 milhões de dólares em 2025
A TAAG encerrou 2025 com um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares, avançou o Presidente do Conselho de Administração, Clóvis Rosa. O responsável justificou os resultados com os investimentos estruturantes realizados ao longo do ano: modernização da frota, reorganização operacional, transição aeroportuária, reforço da capacidade técnica, recuperação dos sistemas afectados pelo ciberataque e implementação de medidas de sustentabilidade futura.
“A transformação da TAAG não pode ser analisada numa lógica imediatista. Estamos a falar de um sector altamente técnico, intensivo em capital e extremamente exigente do ponto de vista operacional”, afirmou Clóvis Rosa, acrescentando que “nenhuma companhia aérea consegue transformar-se, modernizar-se e crescer sem investimento.”
Apesar dos resultados negativos, a companhia registou indicadores operacionais positivos: transportou 1,26 milhões de passageiros, operou uma rede de 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais e gerou receitas globais de 437 milhões de dólares.