O Presidente da República, João Lourenço, faz a abertura do Angola Investment Summit2026, uma cimeira internacional que reúne no Salão Protocolar da Presidência da República, na Praia do Bispo, em Luanda, cerca de mil participantes de mais de dez países, entre líderes governamentais, investidores, instituições financeiras e representantes de organizações internacionais.
O evento, que decorre até sexta-feira, tem como eixo central o posicionamento de Angola como destino de investimento no sector do turismo, a par de temas como desenvolvimento económico, inovação e cooperação internacional. Participam países como África do Sul, Namíbia, Moçambique, Zâmbia, Rwanda, Zimbabwe, Burundi e Sudão do Sul, bem como Portugal, Alemanha e outros parceiros europeus.
O ministro do Turismo, Márcio Daniel, deixou claro o recado político da iniciativa: o turismo angolano “deixou de ser um sector cuja aposta é duvidosa”. Para o governante, o país já consolidou a fase da promoção e entra agora numa nova etapa. “O próximo passo é transformar o turismo num activofinanciável, investível, um activo bancável”, afirmou.
Na cimeira, Angola vai apresentar aos investidores internacionais os projectos de infra-estruturas integradas de Cabo Ledo e de pontos específicos nas províncias do Cuanza-Sul e do Namibe, todos com verbas já aprovadas. “Quando formos falar com os investidores, já não será só para dizer que Angola tem paisagens bonitas, mas sim para dizer que Angola tem paisagens bonitas e nelas já colocamos as infra-estruturas”, sublinhou Márcio Daniel.
O secretário de Estado para o Turismo, Augusto Kakemala, acrescentou que o Governo pretende posicionar Angola como porta de entrada para o investimento estrangeiro e desenvolver pacotes turísticos integrados no espaço da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O presidente do Fórum Global do Turismo, Bullut Bagci, mostrou-se optimista, garantindo que Angola registará crescimento a curto prazo por ter assumido o turismo como factor de desenvolvimento económico.