1. Sonangol: dinheiro saiu, mas retorno é incerto
A petrolífera estatal reconheceu ter “reduzida probabilidade” de recuperar mais de 390 mil milhões Kz emprestados a privados no âmbito da Lei de Fomento Empresarial. A análise da EY às contas da empresa aponta para imparidades significativas nos activos financeiros — um sinal de que parte dos investimentos poderá nunca regressar.
2. Corredor do Lobito: mil milhões para redesenhar o mapa económico
A parceria entre o Fundo Soberano de Angola e o grupo Mitrelli lançou uma plataforma de investimento de mil milhões de dólares focada no Corredor do Lobito. O projecto reforça a ambição de transformar o eixo Lobito–Zâmbia–RDC num corredor logístico estratégico e posicionar Angola como hub regional de minerais críticos, reduzindo a dependência do petróleo.
3. FMI pressiona por um BNA mais interventivo
O Fundo Monetário Internacional publicou um diagnóstico pouco favorável ao banco central angolano, defendendo maior intervenção, vigilância e menor tolerância a riscos. O FMI nunca escondeu o desconforto com a presença de PEP’s no capital de bancos comerciais, elevando agora o tom e a pressão sobre a regulação.
4. Eurobonds: Angola está de volta
O Ministério das Finanças colocou 1,5 mil milhões de dólares em Eurobonds, num teste ao apetite dos investidores. A procura foi sólida, mas o custo do financiamento permanece elevado, reflectindo o risco percebido pelos mercados. A operação dá fôlego ao Tesouro, mas aumenta a exigência sobre a gestão da dívida pública.
5. Inclusão no sector marítimo: AMN lança plataforma para mulheres
Num sector onde o potencial económico do mar continua por cumprir, a Agência Marítima Nacional apresentou uma plataforma de capacitação dedicada a mulheres. É um passo simbólico, mas relevante, para abrir espaço num segmento tradicionalmente dominado por homens — e que carece de talento qualificado.
6. Nvidia perde quase 600 mil milhões em valor e “infecta” mercados
A Nvidia perdeu 589 mil milhões de dólares numa única sessão, a maior queda da sua história, numa correcção generalizada de tecnológicas ligadas à IA – que contaminou Wall Street e reforçou a volatilidade dos mercados.
A IA promete muitas dores de cabeça?
7. Índia ultrapassa a China no ritmo de crescimento económico (e cria emprego jovem)
Indicadores divulgados pelo governo indiano e analisados por meios e consultoras internacionais (FT e Deloitte) mostraram que a Índia se consolidou como a economia de crescimento mais rápido do mundo, superando a China em ritmo e consistência.
O crescimento está a traduzir-se em criação de emprego jovem, sobretudo em tecnologia, serviços digitais e indústria ligeira.