Mercado & Finanças

A China cresce 56% nas importações angolanas. Portugal fica em segundo

Portugal consolidou-se em 2025 como o segundo maior fornecedor de Angola, com importações que cresceram para cerca de 1,5 mil milhões de dólares, contra aproximadamente 1,27 mil milhões em 2024 — um aumento de quase 200 milhões num único ano. Os dados constam do Anuário de Estatísticas do Comércio Externo 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A liderança, porém, continua a pertencer à China, e por larga margem. Com uma quota de 20,41% das importações angolanas e um crescimento de 56,54% face a 2024, a China exportou para Angola cerca de 3,2 mil milhões de dólares em bens — mais do dobro do segundo classificado. É uma presença dominante que continua a crescer, num momento em que Angola intensifica a sua integração nas cadeias de valor asiáticas.

Os movimentos mais expressivos do ano não vieram dos parceiros habituais. O Togo registou o maior crescimento entre todos os fornecedores de Angola — 504,24% —, passando de cerca de 70 milhões de dólares em 2024 para aproximadamente 430 milhões em 2025, o que o colocou na 12.ª posição entre os maiores fornecedores do país. A Argentina não ficou atrás: cresceu 238,18%, de cerca de 157 milhões para aproximadamente 563 milhões de dólares.

Estes saltos apontam para reorientações comerciais que merecem acompanhamento — seja por via de acordos específicos, seja por substituição de fornecedores em categorias concretas de bens.

 

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